Mercado de trigo segue travado no Sul do país
No mercado gaúcho, vendedores mantêm pedidos em torno de R$ 1.350 por tonelada
No mercado gaúcho, vendedores mantêm pedidos em torno de R$ 1.350 por tonelada - Foto: Pixabay
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por baixa liquidez, cautela dos compradores e preocupação crescente com o abastecimento da próxima safra. Segundo a TF Agroeconômica, os negócios continuam pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina enfrenta pouca oferta local e o Paraná acompanha com atenção os riscos para a nova produção.
No mercado gaúcho, vendedores mantêm pedidos em torno de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto compradores indicam até R$ 1.320, sem avanço nas negociações. Os últimos negócios ocorreram entre R$ 1.300 e R$ 1.320 para trigo não segregado. A cobertura dos moinhos se estendeu até cerca de 20 de setembro, em um cenário de moagem reduzida e margens pressionadas pela diferença entre os preços do cereal e das farinhas. O farelo de trigo aparece como exceção, com preços em alta e oferta limitada.
A safra nova permanece praticamente parada no Estado, com cerca de 60 mil toneladas negociadas entre moinhos e exportadores. Houve interesse de compra a R$ 1.400 FOB para dezembro, mas sem adesão dos vendedores. A Emater-RS estima 814,2 mil hectares plantados e produtividade média de 2.701 quilos por hectare. O potencial produtivo segue preservado, embora o excesso de umidade eleve a atenção para doenças e qualidade dos grãos.
Em Santa Catarina, os moinhos seguem abastecidos e recorrem eventualmente ao trigo gaúcho. No Paraná, a redução da área plantada e o risco de chuvas excessivas aumentam a preocupação. Os preços indicados para a safra nova variam de R$ 1.450 em setembro a R$ 1.400 por tonelada em novembro, com negócios ainda travados. O trigo argentino também permanece presente no abastecimento, com cargas previstas para o Rio Grande do Sul e Paranaguá.