Mercado de trigo tem negócios pontuais no Sul
No mercado gaúcho, os moinhos estão abastecidos até meados de setembro
No mercado gaúcho, os moinhos estão abastecidos até meados de setembro - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por negócios pontuais, custos elevados para a indústria e atenção às condições das lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul concluiu o plantio, mas a falta de sol tem reduzido o perfilhamento, enquanto Paraná e Santa Catarina apresentam cenários distintos.
No mercado gaúcho, os moinhos estão abastecidos até meados de setembro, o que limita as compras. Novas aquisições serão necessárias para garantir o consumo até pelo menos 15 de novembro, fator que tende a sustentar as cotações. Para retirada em agosto e pagamento em setembro, o trigo foi negociado, em média, a R$ 1.300 por tonelada no interior, com o melhorador a R$ 1.350. No CIF moinho, o trigo bom chegou a R$ 1.460 e o normal ficou perto de R$ 1.380. Em Panambi, o preço ao produtor caiu para R$ 69 por saca.
A safra gaúcha tem 95% das áreas em desenvolvimento vegetativo e 5% em floração. As condições são medianas, com perdas pontuais por falta de nutrientes e enxurradas. Na safra nova, cerca de 60 mil toneladas foram negociadas, menos da metade do volume de igual período do ano passado, diante das incertezas com o El Niño.
Em Santa Catarina, o mercado permanece lento, com baixa moagem e dificuldades de margem na farinha. Os preços do trigo para pão variam de R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada, enquanto o plantio está no início.
No Paraná, os preços seguem estáveis, mas acima do nível considerado viável pelos moinhos. Negócios ocorreram a R$ 1.450 CIF Curitiba, com valores entre R$ 1.530 e R$ 1.550 no Norte. O plantio foi concluído em 727,5 mil hectares, área 11% menor, e 97% das lavouras estão em boas condições. A produção é estimada em 2,38 milhões de toneladas, e a necessidade de importação em 2027 é projetada em 1,5 milhão de toneladas.