Mercado do boi inicia semana com estabilidade
B3 liquida contrato do boi gordo em julho
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O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade nas cotações em São Paulo, segundo a análise desta segunda-feira (3) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Conforme a consultoria, o comportamento é comum para o início da semana, quando o volume de negócios costuma ser reduzido. As escalas de abate permaneciam, em média, em seis dias.
A Scot Consultoria também destacou a liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho de 2026 na B3, realizada no último dia útil de julho, em 31 de julho. O contrato BGIN26 encerrou o período com a arroba cotada em R$ 346,02, conforme o indicador da bolsa. No mesmo dia, o indicador do Cepea registrou a arroba em R$ 346,56, enquanto o indicador da Scot Consultoria apontou R$ 347,41 por arroba, considerando a média móvel dos últimos cinco dias.
No mercado atacadista de carne com osso, a última semana terminou com maior movimentação nas vendas. De acordo com a Scot Consultoria, o varejo começou o período em ritmo lento, mas as negociações ganharam força ao longo dos dias, elevando a demanda por reposição de estoques. A menor disponibilidade de carne também contribuiu para sustentar os preços das carcaças.
Com esse cenário, as cotações das carcaças apresentaram alta. A carcaça casada do boi capão subiu 2,4% e passou a ser negociada a R$ 23,70 por quilo. Já a do boi inteiro avançou 2%, alcançando R$ 23,20 por quilo. A carcaça da vaca teve valorização de 2,3%, chegando a R$ 22,65 por quilo, enquanto a da novilha registrou alta de 2% e foi cotada em R$ 22,70 por quilo.
Segundo a Scot Consultoria, a expectativa é de que esse cenário permaneça ao longo dos próximos dias, impulsionado pelo pagamento dos salários e pela proximidade do Dia dos Pais, fatores que costumam estimular o consumo de carne bovina.
Em contrapartida, o mercado de proteínas alternativas apresentou movimento de baixa. O preço do frango médio recuou 1,6%, para R$ 6,10 por quilo, enquanto o suíno especial teve queda de 2,5%, sendo negociado a R$ 7,70 por quilo. Segundo a Scot Consultoria, o comportamento dessas proteínas seguiu em direção oposta ao observado para a carne bovina no atacado.