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Mercado do boi opera em ritmo lento no país

Boi gordo fecha semana estável em São Paulo


Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo encerrou a sexta-feira (19) sem alterações nas cotações em São Paulo. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, os negócios seguiram em ritmo lento, comportamento considerado típico para o último dia útil da semana, com frigoríficos realizando compras apenas para atender às programações de abate.

Segundo a Scot Consultoria, as exportações de carne bovina continuaram ocorrendo normalmente, sem registros de problemas relacionados ao abastecimento ou ao escoamento da produção. No mercado interno, porém, os compradores mantiveram uma postura mais cautelosa diante da expectativa de consumo mais fraco na segunda metade do mês.

Do lado dos pecuaristas, a oferta permaneceu ajustada. Conforme a análise da consultoria, os vendedores adotaram uma postura firme nas negociações e comercializaram os lotes de forma gradual, movimento que contribuiu para sustentar as referências do boi gordo. Ainda assim, parte dos produtores demonstrou maior disposição para negociar, aceitando valores abaixo das referências vigentes com o objetivo de garantir margens e evitar possíveis desvalorizações no curto e médio prazo.

A Scot Consultoria informou que as escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, oito dias.

No Pará, o cenário foi diferente. A consultoria apontou que a melhora na oferta de animais e a redução da demanda, típica da entrada da segunda quinzena do mês, pressionaram as cotações em parte das regiões produtoras. Ao longo da terceira semana de junho, os preços do boi gordo e da vaca já haviam apresentado recuos, tendência que se manteve na sexta-feira.

Na região de Marabá, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. Em Redenção, o boi gordo registrou queda de R$ 2,00 por arroba, sem alterações para vacas e novilhas.

A Scot Consultoria também destacou que o chamado “boi China” teve recuo de R$ 3,00 por arroba nas praças paraenses acompanhadas pelo levantamento.

Já na região de Paragominas, as cotações permaneceram inalteradas, refletindo um mercado mais equilibrado entre oferta e demanda.

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