Mercado do boi perde força nas praças
As escalas de abate apresentaram comportamento regionalizado
As escalas de abate apresentaram comportamento regionalizado - Foto: Pixabay
O mercado pecuário brasileiro atravessa um momento de acomodação, com perda de força nos preços do boi gordo após a valorização observada recentemente. Segundo informações da StoneX, o mercado físico registrou quedas sucessivas ao longo da semana na maior parte das praças, em um movimento que indica maior cautela nas negociações e ajuste das cotações.
As escalas de abate apresentaram comportamento regionalizado. Houve avanço mais expressivo na Bahia e alongamento em Minas Gerais, o que trouxe maior conforto para parte da indústria. Em contrapartida, Pará, Goiás e Rondônia registraram encurtamento das programações, mas sem sinais de aperto relevante na oferta de animais terminados.
No mercado de reposição, o cenário segue diferente daquele observado no boi gordo. Os preços do bezerro e do boi magro permanecem elevados, enquanto a arroba enfrenta pressão no físico. Essa combinação provocou piora nas relações de troca para o pecuarista, com destaque negativo para Mato Grosso do Sul, onde o descompasso entre reposição valorizada e boi gordo pressionado ficou mais evidente.
As exportações de carne bovina continuam como ponto de sustentação para o setor. Os embarques mantiveram ritmo robusto, com fluxo regular e preços médios elevados, contribuindo para absorver parte da oferta disponível no mercado interno. Esse desempenho externo ajuda a limitar movimentos mais intensos de queda, embora não tenha impedido a acomodação recente nas praças pecuárias.
Na B3, os contratos futuros do boi gordo também refletiram o ambiente mais pressionado. Os vencimentos acumularam desvalorização ao longo da semana, principalmente entre maio e agosto. Ainda assim, o ajuste positivo observado no fim do período indicou uma tentativa de estabilização dos preços, em meio à leitura de mercado mais confortável nas escalas e à manutenção da demanda externa aquecida.