Mercado do boi segue atento a novas quedas
Frigoríficos mantêm compras em ritmo lento
Foto: Pixabay
O mercado do boi gordo encerrou a sexta-feira (26) com estabilidade nas cotações em São Paulo, conforme análise do informativo "Tem Boi na Linha", divulgado pela Scot Consultoria. Apesar da manutenção dos preços na comparação diária, o balanço da semana foi de queda para todas as categorias negociadas.
Segundo a consultoria, em relação ao fechamento da semana anterior, a arroba do boi gordo e do "boi China" recuou 1,7%. A vaca registrou queda de 1,2% e a novilha teve retração de 1,8%.
A Scot Consultoria explica que o movimento refletiu a postura cautelosa dos compradores, que operaram com escalas de abate confortáveis, superiores a uma semana, sem necessidade de ampliar a programação de compras.
O consumo interno mais fraco, característico do fim do mês, também limitou o escoamento da carne bovina e levou as indústrias a administrarem os estoques com maior rigor. Mesmo os frigoríficos voltados à exportação mantiveram atuação cautelosa, enquanto as empresas mais dependentes do mercado doméstico buscaram negociar em níveis menores.
Do lado da oferta, os pecuaristas continuaram escalonando a entrega dos lotes, porém de forma menos intensa. Houve maior flexibilidade para negociações com preços inferiores, especialmente nas regiões onde a oferta aumentou ou onde havia maior necessidade de comercialização, favorecendo compras em valores menores.
Para a sexta-feira, a consultoria destaca que os fundamentos permaneceram inalterados. A pressão baixista continuava presente e o mercado ainda trabalhava com expectativa de novas quedas nas cotações.
Com isso, a arroba do boi gordo permaneceu cotada em R$ 342,00. A vaca foi negociada a R$ 318,00/@ e a novilha a R$ 329,00/@.
O "boi China" manteve cotação de R$ 347,00/@, com ágio de R$ 5,00 por arroba em relação ao boi gordo comum.
As escalas de abate permaneceram, em média, para nove dias. Conforme a Scot Consultoria, já havia negócios fechados abaixo das referências vigentes, mas ainda sem volume suficiente para alterar oficialmente as cotações.
Na Bahia, o mercado apresentou equilíbrio entre oferta e demanda, mantendo as cotações inalteradas. As escalas de abate no estado atendiam, em média, dez dias.