Mercado do boi segue estável em São Paulo
Frigoríficos elevam preços em Minas Gerais
Foto: Sheila Flores
O mercado do boi gordo iniciou esta quarta-feira (10) com estabilidade nas praças pecuárias paulistas, segundo análise divulgada pela Scot Consultoria no boletim “Tem Boi na Linha”.
De acordo com a consultoria, a cotação da arroba não apresentou alterações na comparação diária. O cenário foi marcado por uma oferta restrita de animais para abate e por frigoríficos atuando de forma cautelosa, adquirindo apenas o volume necessário para atender às escalas de abate.
A Scot Consultoria destacou que o mercado permaneceu equilibrado, com disponibilidade limitada de bovinos e menor apetite de compra por parte das indústrias. Nas praças paulistas, as escalas de abate atendiam, em média, nove dias de programação.
Em Minas Gerais, o movimento foi diferente. A menor oferta de animais levou os frigoríficos a elevarem os preços pagos pela arroba para garantir o abastecimento das escalas de abate.
Na região do Triângulo Mineiro, a arroba subiu R$ 3,00 para todas as categorias. Em Belo Horizonte, o boi gordo teve valorização de R$ 3,00 por arroba, enquanto as fêmeas registraram alta de R$ 5,00.
No Norte de Minas, os preços do boi gordo e da vaca avançaram R$ 5,00 por arroba, enquanto a novilha apresentou aumento de R$ 3,00. Já na região Sul do estado, a valorização foi de R$ 5,00 por arroba para todas as categorias comercializadas.
A cotação do chamado “boi China”, destinado ao mercado externo, também apresentou avanço de R$ 3,00 por arroba nas praças mineiras.
No Oeste do Maranhão, por outro lado, o mercado permaneceu estável, sem alterações nos preços praticados. Assim como em São Paulo, as escalas de abate na região atendiam, em média, nove dias.