Mercado do milho fecha com ganhos nos futuros
O mercado doméstico segue concentrado na comercialização local
O mercado doméstico segue concentrado na comercialização local - Foto: Pixabay
O mercado futuro do milho apresentou movimento de alta nesta terça-feira, refletindo fatores externos e variações cambiais que influenciaram a formação de preços ao longo do dia. Segundo análise da TF Agroeconômica, o avanço do dólar e o desempenho recente das cotações internacionais contribuíram para sustentar os ganhos observados nos contratos negociados no Brasil.
Na B3, o milho ganhou tração durante a sessão com a valorização de 1,91% da moeda norte-americana, além do suporte vindo das altas acumuladas em Chicago nos últimos dias. O mercado doméstico segue concentrado na comercialização local, com negociações pontuais, embora produtores tenham começado a ouvir ofertas com maior frequência.
Diante desse cenário, os principais vencimentos do milho na bolsa brasileira encerraram o dia em alta. O contrato com vencimento em março de 2026 fechou cotado a R$ 72,50, avanço de R$ 0,65 no dia e ganho semanal de R$ 1,80. O vencimento de maio de 2026 terminou o pregão a R$ 72,73, com valorização diária de R$ 1,22 e alta de R$ 2,44 na semana. Já o contrato de julho de 2026 encerrou a sessão a R$ 70,62, registrando aumento de R$ 0,82 no dia e de R$ 2,07 no acumulado semanal.
No mercado internacional, os contratos de milho negociados em Chicago também fecharam com leve valorização. O vencimento de março subiu 0,23%, equivalente a 1,00 cent por bushel, encerrando a US$ 434,25. O contrato de maio avançou 0,17%, ou 0,75 cent por bushel, fechando a US$ 446,50.
A análise do movimento aponta que a valorização de cerca de 4,5% no petróleo após o fechamento do estreito de Ormuz trouxe efeitos mistos ao mercado. O cenário tende a fortalecer a demanda por biocombustíveis, mas também eleva custos de produção ao pressionar insumos como nitrogênio e gás para a safra 2026/27. Ao mesmo tempo, o USDA indicou redução no ritmo de moagem de milho para etanol em janeiro nos Estados Unidos, enquanto confirmou a venda de 196 mil toneladas do cereal para destinos não revelados.