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Mercado do tabaco registra atraso nas negociações

Fumicultores iniciam preparação da safra 2026


Foto: Pixabay

A comercialização do tabaco segue em ritmo lento no Rio Grande do Sul, enquanto os produtores intensificam os preparativos para a safra 2026. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Pelotas, os produtores têm reduzido o volume de vendas em razão dos preços praticados no mercado. Conforme a Emater/RS-Ascar, cerca de 45% da safra foi comercializada até o momento. Os preços máximos pagos pelas folhas secas variam entre R$ 250,00 e R$ 300,00 por arroba, dependendo da classificação do produto.

Segundo o levantamento, os valores estão abaixo dos registrados na safra anterior e também dos observados no início da atual temporada de comercialização. Paralelamente às negociações, os produtores já iniciaram a semeadura do tabaco destinado à produção de mudas pelo sistema floating.

Na região de Soledade, os trabalhos de classificação das folhas continuam nos galpões. Nas áreas de menor altitude, as sementeiras já estão formadas e, em muitos casos, passam por operações de desbaste e poda. Nas localidades de maior altitude, a preparação das sementeiras segue em andamento e grande parte das áreas já foi semeada.

A Emater/RS-Ascar informa que a comercialização também permanece lenta na região, com atraso superior a dois meses em relação ao ritmo observado em safras anteriores.

Na região de Santa Rosa, especialmente nos municípios de Doutor Maurício Cardoso, Alecrim, Novo Machado, Porto Mauá, Porto Lucena e Porto Xavier, os fumicultores encerram as atividades ligadas à safra 2025 e concentram esforços na próxima temporada.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, foi intensificado o preparo das mudas de tabaco do tipo Burley por meio do sistema float, método de cultivo hidropônico realizado em piscinas. A etapa é considerada estratégica para o desenvolvimento das plantas e exige atenção ao manejo da estrutura, da água e do substrato.

A entidade destaca que o desempenho dessa fase inicial influencia diretamente o estabelecimento das lavouras e o rendimento final da cultura. Na região, o preço médio recebido pelos produtores está em torno de R$ 14,00 por quilo de tabaco comercializado.
 

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