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Mercado externo sustenta alta do trigo

Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio do trigo brando SRW fechou em alta de 2,43%


Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio do trigo brando SRW fechou em alta de 2,43% Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio do trigo brando SRW fechou em alta de 2,43% - Foto: Canva

O mercado do trigo encerrou a segunda-feira em alta nas bolsas internacionais, sustentado por expectativas de redução em estimativas oficiais e por fatores climáticos e geopolíticos. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados nos Estados Unidos avançaram com a aposta de que o USDA confirme, no relatório WASDE, a menor área plantada no país desde 1919, com colheita estimada em 47 milhões de toneladas.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio do trigo brando SRW fechou em alta de 2,43%, ou 14,75 cents por bushel, cotado a US$ 622,25. Para julho, o avanço foi de 2,42%, ou 15,00 cents por bushel, a US$ 634,00. Em Kansas, o trigo duro HRW para julho subiu 1,55%, a US$ 686,25, enquanto o trigo HRS de Minneapolis, também para julho, ganhou 1,18%, a US$ 686,50. Na Euronext de Paris, o trigo para moagem com vencimento em setembro fechou a € 208,25, alta de 0,97%.

A valorização foi atribuída também à instabilidade no Oriente Médio e na Ucrânia, além da seca severa nas Grandes Planícies do Sul, fatores que estimularam compras técnicas por parte dos fundos. O trigo teve a maior valorização do dia entre os mercados acompanhados, com Chicago avançando 15 centavos por bushel.

No Rio Grande do Sul, a semana teve bom volume de vendas, mas chamou atenção a sobra de sementes. A avaliação é de que a área plantada pode ficar abaixo das estimativas, diante da baixa procura relatada por sementeiros. Os preços seguiram parecidos, mesmo com a queda do dólar, sem aumento relevante na demanda ou na oferta. Para safra nova, houve negócios pontuais a R$ 1.250 por tonelada CIF porto e moinhos, com cerca de 40 mil toneladas negociadas a futuro. Em Panambi, o preço ao produtor ficou em R$ 62,04 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado permaneceu lento, acompanhando o ritmo das vendas de farinhas, mas houve altas pontuais no interior. As ofertas catarinenses chegaram ao mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto no Paraná ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 no Sudoeste. No Paraná, com moinhos abastecidos, as pedidas recuaram, com negócios entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, conforme a região.
 

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