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Mercados agrícolas abrem com ajustes moderados

O trigo opera em leve baixa nos Estados Unidos


O trigo opera em leve baixa nos Estados Unidos O trigo opera em leve baixa nos Estados Unidos - Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam esta quarta-feira com movimentos moderados, em meio às incertezas sobre o comércio internacional, o avanço da safra norte-americana e as restrições logísticas no Mar Negro. Segundo a TF Agroeconômica, no Brasil, trigo e milho seguem com preços firmes, enquanto fatores financeiros e a expectativa por decisões de política monetária também entram no radar.

O trigo opera em leve baixa nos Estados Unidos. O mercado acompanha as negociações de paz e, ao mesmo tempo, as dificuldades que limitam as exportações de Rússia e Ucrânia pelo Mar Negro. A SovEcon estima que os embarques combinados dos dois países devem cair para cerca de 8 milhões de toneladas entre julho e setembro, menor volume para os três primeiros meses de um ano comercial desde 2010/11. No mesmo período do ano passado foram 16,2 milhões de toneladas, diante de média de 18,2 milhões nos últimos cinco anos. No Brasil, os preços permanecem elevados pela escassez de matéria-prima e pela perspectiva de safra menor.

Na soja, as atenções estão voltadas às negociações entre Estados Unidos e China na próxima semana, em busca de sinais de novas compras agrícolas. O processamento norte-americano em agosto ficou em 205,5 milhões de bushels, ou 5,59 milhões de toneladas, abaixo das expectativas. A demanda por farelo segue ativa, com compras de México, Honduras e Canadá. Os fundos mantêm posição líquida comprada recorde, ampliando a sensibilidade de Chicago a eventuais anúncios de demanda chinesa.

O milho também recua levemente em Chicago, pressionado pelo avanço da colheita dos EUA e pela venda de estoques. Petróleo valorizado, maior necessidade de importação da União Europeia e dificuldades de exportação da Ucrânia podem limitar as perdas. No Brasil, as cotações seguem firmes diante da disputa entre indústrias e exportadores.

Entre os indicadores, o dólar futuro está em R$ 5,1710, alta de 0,01%. O Brent recua 0,84%, a US$ 107,54, enquanto o Índice Dólar avança 0,07%. A decisão do Federal Reserve, prevista para as 15h, também será acompanhada pelo mercado.


 

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