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Mercados agrícolas abrem com pressão externa

Na soja, os contratos também abriram em leve baixa na CBOT


Na soja, os contratos também abriram em leve baixa na CBOT Na soja, os contratos também abriram em leve baixa na CBOT - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas abriram o dia com sinais de baixa nas principais commodities, em meio à combinação de fatores climáticos, geopolíticos e energéticos que seguem influenciando a formação de preços. Segundo a TF Agroeconômica, as tendências iniciais desta quarta-feira mostram trigo, soja e milho operando em queda nas bolsas, enquanto os indicadores externos mantêm pressão sobre as negociações.

No trigo, os contratos em Chicago recuaram na abertura, com julho de 2026 a US$ 627,75, queda de 7,75 pontos, dezembro de 2026 a US$ 661,25 e maio de 2027 a US$ 687,75. No mercado físico, o Paraná ficou estável em R$ 1.354,40, enquanto o Rio Grande do Sul registrou baixa de 0,51%, a R$ 1.319,20. Nos Estados Unidos, persistem as preocupações com a deterioração das lavouras de inverno, já que apenas 26% das áreas estão em boas ou excelentes condições. Na Europa, a onda de calor também passou a gerar dúvidas sobre o potencial produtivo da safra de 2026, e a Comissão Europeia reduziu sua estimativa para o trigo mole a 126,9 milhões de toneladas.

Na soja, os contratos também abriram em leve baixa na CBOT, com julho de 2026 a US$ 1.185,00 e maio de 2027 a US$ 1.194,75. No físico, o interior do Paraná indicou R$ 123,48, queda diária de 0,02%, enquanto Paranaguá recuou 0,34%, a R$ 129,47. A volatilidade segue associada às negociações entre Estados Unidos e Irã, que continuam pressionando petróleo e commodities. O Brent voltou a ficar abaixo de US$ 100 por barril, e o WTI caiu para menos de US$ 93 em Nova York, com o mercado avaliando os efeitos de um possível acordo sobre o fornecimento global de energia.

No milho, a abertura aprofundou a queda do dia anterior, acompanhando o recuo do petróleo. O contrato julho de 2026 na CBOT caiu para US$ 456,00, enquanto dezembro de 2026 ficou em US$ 481,00. Na B3, julho de 2026 marcou R$ 66,13, baixa de 0,39%. O físico recuou 0,61%, a R$ 64,99. O USDA apontou 86% da área de milho plantada, abaixo da previsão de 89%, mas em linha com o ano passado. O dólar no Brasil indicou R$ 5,0355, em alta de 0,28%, enquanto o WTI recuava 3,44%, fator negativo para soja e milho.
 

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