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Mercados agrícolas abrem semana sem direção única

A soja iniciou a semana em alta


A soja iniciou a semana em alta A soja iniciou a semana em alta - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas abriram a semana com movimentos mistos, em um ambiente marcado por realização de lucros, sustentação vinda da demanda e atenção ao clima nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta segunda-feira, 4 de maio de 2026, trigo, soja e milho começaram o dia refletindo fatores distintos em Chicago, no mercado físico e nas referências regionais.

No trigo, os contratos da CBOT operaram em baixa após três semanas consecutivas de ganhos e depois de o cereal atingir o maior preço em quase dois anos. O contrato julho de 2026 foi cotado a US$ 636,00, queda de 1,75 ponto, enquanto dezembro de 2026 ficou em US$ 672,00, baixa de 1,25 ponto. No mercado físico, o Paraná registrou R$ 1.342,67, com leve recuo diário de 0,07% e alta mensal de 4,49%. No Rio Grande do Sul, a referência ficou em R$ 1.260,96, baixa de 1,15% no dia e avanço de 9,39% no mês. A queda inicial foi associada à realização de lucros por investidores, embora a condição ruim do trigo de inverno e o plantio de primavera mais lento que o normal ainda mantenham espaço para volatilidade.

A soja iniciou a semana em alta, com os contratos mais próximos superando US$ 12 por bushel em Chicago. Maio de 2026 foi cotado a US$ 1.195,50, alta de 7,75 pontos, enquanto julho de 2026 avançou 7,25 pontos, a US$ 1.210,50. O movimento foi sustentado principalmente pelo óleo de soja, pelo mercado de energia, pelas compras especulativas e pela demanda ativa da indústria de esmagamento nos Estados Unidos. No físico, o interior do Paraná marcou R$ 122,48, e Paranaguá, R$ 128,88, ambos com leves quedas no dia.

No milho, a CBOT apresentou oscilações discretas após três semanas de ganhos. Julho de 2026 subiu 0,75 ponto, a US$ 481,00, enquanto dezembro avançou 0,50 ponto, a US$ 499,25. O mercado foi influenciado pelo ritmo forte das exportações americanas e pela previsão de pouca chuva em áreas do Cinturão da Soja e Milho e das Grandes Planícies centrais. Ao mesmo tempo, fundos podem pressionar os preços ao buscar realização de lucros.
 

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