Mercados agrícolas iniciam dia com sinais mistos
Na soja, o mercado segue atento à China
Na soja, o mercado segue atento à China - Foto: Nadia Borges
Os mercados agrícolas iniciam esta quinta-feira com movimentos distintos, influenciados por fatores geopolíticos, expectativas comerciais, avanço das colheitas e condições climáticas nos principais países produtores. Segundo a TF Agroeconômica, trigo e milho operam sob pressão, enquanto a soja encontra sustentação nas expectativas de novas compras chinesas e na força do farelo.
No trigo, os preços recuam nos mercados americanos após a informação de que a Turquia apresentou à Rússia e à Ucrânia uma proposta para interromper ataques contra embarcações civis no Mar Negro. A iniciativa ocorre em meio à preocupação turca com a segurança da navegação na região, depois de ataques envolvendo navios do país e embarcações com bandeira turca. A possibilidade de redução dos riscos logísticos exerce pressão sobre as cotações.
Na soja, o mercado segue atento à China. Relatos indicam compras acumuladas de cerca de 12,5 milhões de toneladas do produto americano, volume que corresponderia aproximadamente à metade do total esperado. Com a cúpula comercial entre Estados Unidos e China prevista para a próxima semana, operadores aguardam novas negociações. Os contratos de novembro permanecem firmes, enquanto o farelo segue como principal destaque do complexo, apoiado por compras comerciais, exportações e sinais técnicos favoráveis.
O clima também ganha importância. Nos Estados Unidos, as chuvas ainda atingem áreas do cinturão agrícola e os primeiros resultados da colheita mostram produtividade menos uniforme da soja. No Brasil, as precipitações recentes ainda não configuram um padrão consolidado de monções, enquanto modelos indicam condições mais secas no norte do país e chuvas mais volumosas na Argentina.
O milho registra leve baixa em Chicago, pressionado pelo avanço da colheita e pelas vendas dos produtores americanos. A perspectiva de maior demanda europeia e as dificuldades da Ucrânia para exportar pelo Mar Negro podem limitar perdas. Entre os indicadores, o dólar opera a R$ 5,1755, alta de 0,09%, enquanto o petróleo Brent recua 2,40%, para US$ 103,06.