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Mercados agrícolas iniciam semana sob pressão

A soja registra leves variações depois das perdas acumuladas na semana anterior


A soja registra leves variações depois das perdas acumuladas na semana anterior A soja registra leves variações depois das perdas acumuladas na semana anterior - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciam a semana sob influência do avanço das colheitas nos Estados Unidos, das oscilações cambiais e das tensões geopolíticas, fatores que movimentam trigo, soja e milho nas negociações desta segunda-feira. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo opera de forma errática nos mercados norte-americanos após completar a segunda semana consecutiva de perdas, enquanto soja e milho apresentam pequenas oscilações em Chicago.

No trigo, a valorização do dólar frente ao euro pesa sobre as cotações ao ampliar a competitividade do produto da União Europeia em relação ao cereal dos Estados Unidos. O mercado também acompanha a situação no Mar Negro, onde os ataques entre Rússia e Ucrânia continuam apesar das negociações de paz. Os embarques agrícolas pela região permanecem suspensos, aumentando a atenção sobre o fluxo internacional de grãos.

A soja registra leves variações depois das perdas acumuladas na semana anterior. A pressão vem do início da colheita norte-americana e da projeção do USDA de aumento da produção, de 122,99 milhões para 123,42 milhões de toneladas. Em sentido contrário, a alta do óleo de soja oferece sustentação, acompanhando a valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. O mercado também mantém expectativa sobre o ritmo das compras chinesas nos Estados Unidos antes do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington.

O milho opera em leve queda, pressionado pelo avanço da colheita e pelo aumento das vendas dos produtores norte-americanos. A alta do petróleo, porém, pode favorecer os biocombustíveis, enquanto a maior demanda da União Europeia e as dificuldades de exportação da Ucrânia pelo Mar Negro podem limitar as perdas.

Nos indicadores, o dólar futuro no Brasil sobe 0,58%, a R$ 5,1525. O Brent avança 3,72%, a US$ 108,22, movimento positivo para soja e milho, enquanto o índice dólar sobe 0,41%, fator negativo para o trigo.


 

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