MG: pesquisa de identidade e qualidade do queijo Cabacinha será lançada em Itaobim
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Imagem: Divulgação
PECUÁRIA

MG: pesquisa de identidade e qualidade do queijo Cabacinha será lançada em Itaobim

Estudo vai contribuir para a regulamentação do produto, típico do Vale do Jequitinhonha
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Nesta quinta-feira (25/11), em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, será realizado o lançamento de uma pesquisa técnica de identidade e qualidade do queijo Cabacinha. O estudo, depois de concluído, vai subsidiar a criação de uma regulamentação para o produto, típico da região. A expectativa é incentivar a agregação de valor deste tipo de queijo e facilitar a comercialização. O presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Otávio Maia, participará do evento, que será realizado na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), na avenida São Roque 872, a partir das 13h.

“A pesquisa será realizada pela Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e vai avaliar os parâmetros físicos, físico-químicos, microbiológicos e sensoriais do produto. Esse estudo poderá subsidiar a elaboração do regulamento técnico de identidade e qualidade do queijo Cabacinha”, explica Luziane Dias de Oliveira, coordenadora técnica regional da Emater-MG em Almenara.

Ela afirma que a regulamentação “é um sonho dos produtores.” Com o regulamento aprovado, eles poderão registrar suas queijarias e, com isso, comercializar seus queijos fora dos municípios onde são produzidos e em outros Estados do Brasil, tendo oportunidades e ganhos em seus negócios, pois a formalização inspira confiança no consumidor, fortalece a cadeia produtiva e promove a qualidade do produto.

O queijo Cabacinha é produzido artesanalmente por agricultores familiares, e além de ser um dos expoentes da cultura gastronômica mineira, tem grande relevância socioeconômica para a região Nordeste de Minas Gerais. Produzido a partir do leite cru, acrescido de coalho e fermento láctico, o queijo é moldado manualmente em um formato que se assemelha a uma cabaça, o fruto da cabaceira que, quando maduro, é utilizado como recipiente e para a fabricação de instrumentos musicais. Depois de salgado em uma salmoura, o Cabacinha é pendurado para secar e maturar durante sete dias.

Reconhecimento

Em 2014, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) realizou o estudo de caracterização do queijo Cabacinha em cinco municípios: Cachoeira do Pajeú, Comercinho, Itaobim, Medina e Pedra Azul. Essa região foi reconhecida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) como produtora do queijo Cabacinha, por meio da Portaria IMA Nº 1403. Depois, outros quatro municípios solicitaram a inclusão na região produtora: Divisópolis, Jequitinhonha, Joaíma e Ponto dos Volantes. Foi, então, realizada uma nova caracterização, reconhecida pelo IMA, em 2021, por meio da Portaria IMA Nº 2087.

O trabalho de caracterização realizado pela Emater-MG envolve o diagnóstico da forma de produção e os levantamentos histórico, cultural e da caracterização integrada do meio físico. Além das contribuições na caracterização das regiões produtoras do queijo, a Emater-MG orienta os produtores no processo da implantação das Boas Práticas Agropecuárias e Boas Práticas de Fabricação, e na legalização das queijarias.


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