Micronutriente volta ao radar das lavouras
Mais de 90% dos solos do País apresentam deficiência de boro
Mais de 90% dos solos do País apresentam deficiência de boro - Foto: Canva
O manejo de micronutrientes voltou a ganhar força nas estratégias agronômicas diante da busca por maior produtividade e melhor controle de custos no campo. Entre esses elementos, o Boro passou a ocupar espaço central nas discussões técnicas por sua deficiência frequente nos solos brasileiros e por sua relação com etapas importantes do desenvolvimento das plantas.
Dados do setor indicam que mais de 90% dos solos do País apresentam deficiência de boro. A limitação pode afetar o crescimento radicular, o florescimento, o enchimento de frutos e a formação produtiva, com perdas que podem superar 30%, conforme a cultura e as condições de solo. O tema tem sido observado com mais atenção em lavouras como soja, milho, algodão, café, citrus e cana-de-açúcar.
Lauren Menandro, engenheira agrônoma e gerente de Produtos de Solo da ICL, avalia que o nutriente tem impacto relevante no desempenho das culturas, inclusive na germinação de sementes e na formação de grãos e frutos. Segundo ela, o mercado também passou a diferenciar melhor as fontes de boro, já que solubilidade, liberação e permanência no solo influenciam a disponibilidade para as raízes.
A discussão ganhou peso com a maior análise do retorno econômico no campo. Com base em preços atuais e resposta em produtividade, o retorno médio pode chegar a R$ 15 para cada R$ 1 investido em boro, dependendo da cultura e do manejo.
Empresas do setor têm desenvolvido soluções para diferentes ambientes produtivos. Na ICL, produtos como Produbor e MIB Boro são posicionados conforme cultura, solo, regime de chuvas e objetivo agronômico. A aplicação foliar é vista como complementar, mas não substitui o fornecimento via solo na construção de fertilidade.