Micronutrientes influenciam fixação de nitrogênio
A ausência ou limitação desses nutrientes dificulta o processo
A ausência ou limitação desses nutrientes dificulta o processo - Foto: Canva
A fixação biológica de Nitrogênio em leguminosas depende de uma interação eficiente entre a planta e bactérias simbióticas, processo que envolve nutrientes específicos em etapas essenciais do metabolismo. As informações são de Fernando Souza, engenheiro agrônomo, com base em material elaborado por Ag4study e adaptado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre os elementos destacados estão cobalto, molibdênio e níquel, micronutrientes que participam da maquinaria biológica associada à FBN em leguminosas. A ausência ou limitação desses nutrientes dificulta o processo e pode reduzir sua eficiência, já que eles atuam em mecanismos ligados à atividade dos nódulos, ao aproveitamento do nitrogênio e ao gasto energético envolvido na simbiose.
O cobalto participa da síntese de cobamida e da leghemoglobina nos nódulos. As leghemoglobinas são fundamentais para a fixação biológica de nitrogênio porque transportam oxigênio para bactérias simbióticas. Essas proteínas também estão associadas à coloração rosada observada no interior dos nódulos, característica relacionada à sua atividade plena.
O molibdênio atua como cofator em enzimas importantes para o processo, entre elas nitrogenase, redutase do nitrato e oxidase do sulfeto. A nitrogenase é responsável por converter o nitrogênio atmosférico em amônia, etapa central da FBN. O nutriente também promove a ativação da redutase do nitrato, enzima que participa do metabolismo do nitrogênio.
Já o níquel é constituinte da enzima hidrogenase, responsável pelo reaproveitamento do hidrogênio formado durante a fixação biológica de nitrogênio. Esse reaproveitamento contribui para reduzir o gasto energético do processo, favorecendo maior eficiência na relação entre as bactérias fixadoras e as leguminosas.