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Milho: safrinha preocupa mercado brasileiro

Milho fecha semana em queda nos EUA


Foto: Agrolink

As cotações do milho em Chicago acompanharam o movimento da soja e encerraram a semana em baixa. A análise consta no relatório divulgado nesta quinta-feira (7) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período entre 1º e 7 de maio.

Segundo o levantamento, o contrato do primeiro mês fechou a quinta-feira cotado a US$ 4,52 por bushel, abaixo dos US$ 4,64 registrados uma semana antes. A média de abril também ficou em US$ 4,52 por bushel, repetindo o desempenho observado em março. Nos Estados Unidos, o plantio do milho segue em ritmo acelerado. Até o dia 3 de maio, 38% da área prevista já havia sido semeada, acima da média histórica de 34% para o período. Do total plantado, 13% já havia germinado, enquanto a média histórica é de 9%.

No Brasil, os preços permanecem relativamente estáveis, embora algumas regiões apresentem viés de alta. No Rio Grande do Sul, as principais praças mantiveram a saca em R$ 57,00. Nas demais regiões do país, os valores oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 63,00 por saca.

O mercado brasileiro segue atento às condições climáticas nas áreas da safrinha. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, a falta de chuvas e as altas temperaturas em estados como Minas Gerais, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul vêm prejudicando o desenvolvimento das lavouras. O cenário também favorece o aumento da incidência de pragas no campo. Além das questões climáticas, o setor enfrenta dificuldades ligadas aos custos de produção e ao aumento das despesas logísticas, especialmente no transporte dos grãos.

Segundo a análise, a pressão de baixa observada em abril foi influenciada pelo aumento pontual da oferta por parte dos produtores, que venderam grãos para cumprir compromissos financeiros no fim do mês. O relatório cita avaliação da Safras & Mercado ao afirmar que “um dólar mais fraco frente ao real prejudicou a paridade de exportação nos portos, dificultando o escoamento ao exterior”.

O mercado também acompanha com preocupação o potencial produtivo da segunda safra. Há receio de que a safrinha tenha produção abaixo do esperado, o que pode provocar reação nos preços após a colheita, no segundo semestre. A análise menciona ainda que consultorias privadas já reduziram em até 1,5 milhão de toneladas as estimativas para a safrinha em razão dos problemas climáticos registrados até o momento em diferentes regiões produtoras.

Alguns analistas de mercado avaliam que os preços atuais ainda estão baixos diante do cenário de risco climático. O relatório cita projeções da Brandalizze Consulting  que indicam possibilidade de o milho atingir R$ 80,00 por saca no Brasil entre o fim de 2026 e o início de 2027.

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