Milho avança com apoio externo e maior exportação
Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,52
Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,52 - Foto: Pixabay
O mercado brasileiro de milho encerrou a quinta-feira com sinais mistos, combinando alta nos contratos futuros e baixa liquidez nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a valorização na B3 foi sustentada pelo avanço das cotações em Chicago e pela melhora das perspectivas para as exportações brasileiras.
A Anec elevou para 774.020 toneladas a previsão de embarques de milho em junho. O bom ritmo das vendas externas, a possibilidade de retomada das negociações com o Irã após a resolução do conflito com os Estados Unidos e a onda de calor na Europa, que pode reduzir a produção local, reforçaram o suporte aos preços.
Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,52, alta de R$ 0,42 no dia. Setembro terminou a R$ 67,91, avanço de R$ 0,44, enquanto novembro alcançou R$ 70,88, ganho de R$ 0,34.
No mercado físico, porém, a comercialização segue lenta. No Rio Grande do Sul, a colheita está praticamente encerrada, e a média estadual subiu 0,34% na semana, para R$ 59,11 por saca. Em Santa Catarina e no Paraná, a distância entre pedidas e ofertas mantém os negócios pontuais. O Deral revisou a segunda safra paranaense para 17,6 milhões de toneladas, com 3% da área colhida.
Em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, compradores seguem cautelosos diante da expectativa de maior oferta. Em Mato Grosso, o avanço da colheita pressiona as cotações, que variam entre R$ 41,05 e R$ 45,92 por saca. A produção estadual é estimada em 53,35 milhões de toneladas, mas os custos elevados com insumos, combustíveis e logística aumentam a preocupação com a rentabilidade dos produtores.