Milho cai na bolsa, mas clima pode mudar o jogo
Na B3, o vencimento maio de 2026 fechou a R$ 68,21
Na B3, o vencimento maio de 2026 fechou a R$ 68,21 - Foto: Pixabay
O mercado de milho voltou a operar em ritmo lento, com pressão nas cotações futuras e baixa fluidez no físico. A combinação entre realização de lucros, compradores abastecidos e atenção crescente ao clima na safrinha manteve os negócios restritos em diferentes regiões produtoras.
Segundo a TF Agroeconômica , o milho negociado na B3 fechou em baixa nesta terça-feira, com o mercado realizando lucros após altas recentes. Apesar do recuo predominante, os agentes seguem atentos ao prêmio climático, especialmente após alertas da Conab sobre falta de chuvas em Goiás e Minas Gerais, estresse hídrico nas lavouras e irregularidade de precipitações no Paraná.
Na B3, o vencimento maio de 2026 fechou a R$ 68,21, com baixa de R$ 0,71 no dia e alta de R$ 0,66 na semana. Julho de 2026 encerrou a R$ 69,80, com ganho diário de R$ 0,13 e avanço semanal de R$ 1,92. Setembro de 2026 ficou em R$ 71,94, com queda de R$ 0,08 no dia e alta de R$ 2,07 na semana.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 94% da área, mas o mercado segue com baixa liquidez. As cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,18. Em Santa Catarina, a colheita alcançou 97,9%, mas a diferença entre pedidas próximas de R$ 75,00 e demanda ao redor de R$ 65,00 limita os negócios.
No Paraná, o mercado permanece pressionado, com indicações próximas de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A primeira safra chegou a 98% da área, enquanto chuvas irregulares e calor já afetam parte da segunda safra. Em Mato Grosso do Sul, os preços reagiram para a faixa de R$ 57,00 a R$ 59,00, mas a liquidez segue baixa. A semeadura da safrinha foi concluída, com boas condições gerais, apesar da redução das chuvas em algumas regiões e do monitoramento de lagartas.