Milho fecha em baixa com cautela no mercado
O vencimento de maio de 2026 fechou a R$ 67,53
O vencimento de maio de 2026 fechou a R$ 67,53 - Foto: Divulgação
O mercado brasileiro de milho encerrou a segunda-feira em ambiente de cautela, com agentes divididos entre o avanço da colheita da primeira safra e as incertezas climáticas sobre a segunda safra. As informações são da TF Agroeconômica.
Na B3, os contratos futuros fecharam em baixa leve, refletindo avaliações distintas sobre a oferta. Enquanto parte do mercado acompanha os impactos da seca sobre a safrinha, com possibilidade de rendimento abaixo do esperado, outra parcela observa uma safra de verão maior que a calculada inicialmente. Uma consultoria estimou aumento de 4% na primeira safra, para 28,6 milhões de toneladas, sem alterar os números da segunda safra. Já outra passou a considerar possíveis quebras na safrinha, especialmente em estados como Goiás, onde as perdas podem ficar entre 10% e 15% se não houver chuvas consistentes nos próximos dias.
O vencimento de maio de 2026 fechou a R$ 67,53, queda de R$ 0,42 no dia e de R$ 1,39 na semana. Julho de 2026 ficou em R$ 69,79, alta de R$ 0,13 no dia e de R$ 0,12 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 71,23, recuo de R$ 0,39 no dia e de R$ 0,79 na semana.
Nos estados do Sul, o mercado segue com liquidez reduzida. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 94% da área, acima da média histórica, mas as negociações continuam pontuais, com preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. Em Santa Catarina, a colheita chega a 99%, praticamente encerrada, enquanto o descompasso entre pedidas próximas de R$ 75,00 e demanda ao redor de R$ 65,00 limita novos negócios.
No Paraná, as chuvas favoreceram a safrinha e aliviaram perdas em lavouras que vinham sob estresse hídrico, mas os preços ao produtor continuam pressionados. Em Mato Grosso do Sul, a maior oferta disponível derrubou cotações, apesar da melhora das lavouras com as chuvas recentes. Ainda assim, compradores seguem cautelosos e a recuperação dos preços depende de demanda mais ativa e melhor desempenho das exportações no segundo semestre.