Milho fecha em leve alta na bolsa brasileira
No Rio Grande do Sul, o mercado físico segue com baixa liquidez
No Rio Grande do Sul, o mercado físico segue com baixa liquidez - Foto: Divulgação
O mercado brasileiro de milho encerrou a quinta-feira com movimentos moderados, em um ambiente marcado por cautela, baixa liquidez e atenção aos efeitos do clima sobre as lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros do cereal na B3 fecharam em leve alta, mesmo na contramão do dólar e da bolsa de Chicago.
A avaliação é de que o mercado segue atento à possibilidade de quebra de safra, mas sem movimentos mais fortes, mantendo os preços próximos da estabilidade dentro de uma faixa estreita de variação. Na B3, o vencimento de julho de 2026 fechou a R$ 67,25, com alta de R$ 0,30 no dia. Setembro de 2026 terminou a R$ 70,00, avanço de R$ 0,23, enquanto novembro de 2026 encerrou a R$ 72,80, ganho diário de R$ 0,10.
No Rio Grande do Sul, o mercado físico segue com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. A colheita chegou a 96% da área, mas geadas pontuais desaceleraram lavouras tardias e causaram danos em áreas de maior altitude, levando parte da produção ao uso para silagem.
Em Santa Catarina, a movimentação continua limitada. As indicações ficam próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00. A diferença entre compradores e vendedores dificulta novos negócios, mesmo com oferta ajustada em parte do estado.
No Paraná, estoques elevados e compradores seletivos mantêm o mercado pressionado. As indicações seguem perto de R$ 65,00 por saca, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda safra teve leve piora nas condições, com áreas boas recuando de 84% para 82%.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca. A maior oferta disponível e a postura cautelosa dos compradores mantêm o ritmo de negócios lento, apesar do suporte parcial da demanda do setor de bioenergia.