Milho fecha misto com atenção ao clima
Na bolsa brasileira, os contratos futuros tiveram leves oscilações
Na bolsa brasileira, os contratos futuros tiveram leves oscilações - Foto: Divulgação
O mercado brasileiro de milho encerrou a segunda-feira com comportamento misto, em um ambiente marcado por baixa liquidez, compradores cautelosos e atenção às condições das lavouras nos principais estados produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a recuperação do dólar deu algum suporte às cotações na B3, enquanto o relatório da Conab acendeu alerta para a safrinha em áreas afetadas por clima adverso.
Na bolsa brasileira, os contratos futuros tiveram leves oscilações. O vencimento julho de 2026 fechou a R$ 67,20, com alta diária de R$ 0,14 e queda semanal de R$ 1,38. Setembro de 2026 encerrou a R$ 69,73, com baixa de R$ 0,09 no dia e de R$ 1,16 na semana. Novembro de 2026 terminou a R$ 72,64, também com recuo diário de R$ 0,09 e perda semanal de R$ 0,25.
No campo, o cenário segue desigual. Mato Grosso e Paraná mantêm condições favoráveis em parte das áreas, apesar de geadas isoladas e chuvas fortes em algumas regiões paranaenses. Em Goiás, porém, há perdas severas associadas ao estresse hídrico em lavouras plantadas fora da janela ideal.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 96% da área, com negócios pontuais e média estadual de R$ 58,08 por saca. Em Santa Catarina, as indicações seguem próximas de R$ 70,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00, mantendo o mercado travado pela diferença entre pedidas e ofertas.
No Paraná, a pressão sobre os preços continua, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF e produtores mais flexíveis diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns. Em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada mantém o mercado pressionado, com preços entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, apesar da melhora pontual no clima.