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Milho fecha misto com avanço da colheita

No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negociações limitadas


No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negociações limitadas No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negociações limitadas - Foto: Pixabay

O mercado de milho encerrou a terça-feira com sinais mistos, influenciado pela evolução da colheita no Brasil e pelo movimento externo dos preços. As informações são da TF Agroeconômica. Na B3, os contratos mais negociados, setembro e novembro, fecharam em leve queda, pressionados pelo avanço da colheita da safrinha, que chegou a 28,5% da área cultivada, segundo a Conab. Os demais vencimentos acompanharam a alta em Chicago e os ganhos do dólar no dia. A onda de calor no Hemisfério Norte, com risco à safra dos Estados Unidos e impactos na qualidade da produção europeia, pode favorecer as exportações brasileiras.

Na bolsa brasileira, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,94, com alta diária de R$ 0,07 e ganho semanal de R$ 0,08. Setembro de 2026 ficou em R$ 68,27, queda de R$ 0,03 no dia e alta de R$ 0,08 na semana. Novembro de 2026 encerrou a R$ 71,27, com recuo diário de R$ 0,04 e avanço semanal de R$ 0,15.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negociações limitadas, compradores abastecidos e oferta confortável. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, enquanto a média estadual recuou de R$ 59,11 para R$ 59,08. Em Santa Catarina, o impasse entre vendedores e compradores mantém a liquidez baixa. As indicações seguem próximas de R$ 65,00 por saca, mas a demanda gira ao redor de R$ 60,00.

No Paraná, as chuvas e a umidade dos grãos mantêm a colheita lenta. A segunda safra alcançou 5,0% da área, abaixo dos 16,0% do mesmo período de 2025 e da média de 17,4% dos últimos cinco anos. No mercado local, as indicações ficam perto de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda está ao redor de R$ 55,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, o tempo firme acelerou os trabalhos, que chegaram a 4,0% da área, mas ainda abaixo da média de 14,6%. As cotações variam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca, com negócios pontuais e sustentação parcial da demanda ligada à bioenergia.

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