Milho fecha semana com ajustes e baixa liquidez
No Rio Grande do Sul, o mercado seguiu com baixa fluidez
No Rio Grande do Sul, o mercado seguiu com baixa fluidez - Foto: Agrolink
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana em ritmo irregular, com ajustes nas bolsas, liquidez limitada no físico e compradores ainda cautelosos diante da oferta disponível. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a B3 fechou de forma mista na sexta-feira, em um dia marcado por recomposição antes do fim de semana e pela influência de um dólar mais forte, que melhorou a competitividade do cereal para exportação.
Na semana, o contrato de julho na B3 recuou 1,17%, enquanto Chicago caiu 3,29% e o mercado físico, pela média Cepea, baixou 0,94%. O dólar avançou 3,54%, em meio à oscilação provocada pelo cenário político no Brasil e por tensões geopolíticas. No fechamento do dia, maio de 2026 ficou em R$ 65,38, julho em R$ 66,80 e setembro em R$ 69,63.
No Rio Grande do Sul, o mercado seguiu com baixa fluidez e negócios pontuais. As indicações ficaram entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,08, leve queda semanal de 0,07%. A menor pressão de venda e a demanda pontual para recomposição de estoques ajudaram a sustentar as cotações. A colheita chegou a 94% da área, com produtividades consideradas satisfatórias na maior parte das regiões.
Em Santa Catarina, as negociações também permaneceram restritas. As pedidas ficaram próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda girou em torno de R$ 65,00, mantendo distância entre compradores e vendedores. A expectativa para o segundo semestre é de consumo mais firme e possível recuperação gradual dos preços.
No Paraná, a baixa liquidez continuou pressionando o mercado. As indicações ficaram perto de R$ 65,00 por saca, contra demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. As chuvas favoreceram a safrinha, enquanto apenas 4% das lavouras estão em maturação.
Em Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade ampliou a cautela dos compradores. As cotações variaram entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, com pressão dos estoques elevados e expectativa de melhora condicionada a exportações mais fortes e maior demanda interna.