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Milho pode cair mais no Brasil, aponta análise

No exterior, o principal fator de sustentação vem das exportações dos Estados Unidos


No exterior, o principal fator de sustentação vem das exportações dos Estados Unidos No exterior, o principal fator de sustentação vem das exportações dos Estados Unidos - Foto: Pixabay

O mercado de milho segue marcado por sinais divergentes entre o cenário internacional e o ambiente doméstico, com sustentação externa e pressão de oferta no Brasil. A avaliação é da TF Agroeconômica, em análise fundamental que aponta Chicago em movimento lateral com viés altista e o mercado brasileiro em tendência de baixa, diante de fundamentos mistos.

No exterior, o principal fator de sustentação vem das exportações dos Estados Unidos, que avançam 28,36% no acumulado anual, reflexo de uma demanda externa consistente. Esse desempenho tem dado suporte às cotações na Bolsa de Chicago, mesmo em sessões de queda pontual. A semana positiva na CBOT reforça a leitura de viés estruturalmente altista, embora o mercado ainda opere dentro de uma faixa de consolidação.

Outro ponto de atenção é o avanço da seca nos Estados Unidos, com a área afetada passando de 26% para 27%. O aumento ainda é considerado leve, mas pode ganhar relevância como gatilho futuro para os preços, especialmente caso o clima passe a comprometer o andamento da safra. Por outro lado, chuvas adequadas no país têm favorecido o plantio e reduzido o prêmio climático, limitando movimentos mais fortes de alta.

Entre os fatores baixistas, a produção argentina se destaca. A safra deverá crescer 30,75%, alcançando 67,6 milhões de toneladas, em um contexto de grande aumento da oferta global. A colheita no país já chega a 26,5% da área, com produtividade elevada, o que reforça a percepção de maior disponibilidade do cereal no mercado internacional.

No Brasil, a entrada da segunda safra se tornou o principal vetor de baixa. O aumento da oferta interna pressiona os preços físicos e mantém o mercado doméstico em trajetória negativa no curto prazo. Segundo a análise, o movimento local ocorre dentro de um canal de baixa, com perdas consistentes nas últimas semanas, diretamente associadas ao avanço da safra.

Em Chicago, a faixa predominante segue entre suporte próximo de US$ 4,40 por bushel e resistência em torno de US$ 4,60 por bushel. As tentativas recentes de rompimento falharam, indicando consolidação após a alta. Para produtores, a recomendação é vender em repiques, aproveitando altas pontuais de Chicago e momentos em que o câmbio ajude. Para compradores e indústria, o cenário brasileiro favorece compras graduais, sem necessidade de alongar posições.
 

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