Milho recua com ajuste nos preços futuros
Na B3, o contrato setembro de 2026 fechou a R$ 69,17
Na B3, o contrato setembro de 2026 fechou a R$ 69,17 - Foto: Pixabay
O mercado de milho encerrou o dia com ajustes negativos nos contratos futuros e negociações restritas no mercado físico. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar e a diferença de 5,94% entre a média Cepea e as cotações futuras contribuíram para pressionar os preços e reforçar a expectativa de convergência no curto e médio prazo.
Na B3, o contrato setembro de 2026 fechou a R$ 69,17, com recuo diário de R$ 0,26 e alta semanal de R$ 1,68. Novembro terminou em R$ 73,47, queda de R$ 0,11 no dia e avanço de R$ 2,33 na semana. Janeiro de 2027 encerrou a R$ 75,73, baixa de R$ 0,19 e valorização semanal de R$ 1,76. O mercado também acompanha possíveis oportunidades de exportação para destinos afetados pela onda de calor na Europa e pelas dificuldades logísticas da Ucrânia.
No Rio Grande do Sul, a liquidez permaneceu baixa, com negócios voltados à reposição imediata. As indicações variaram entre R$ 57 e R$ 65 por saca, enquanto a média estadual subiu 0,24% na semana, para R$ 59,02. A cautela dos produtores restringiu a oferta, enquanto a demanda pecuária absorveu parte do volume disponível. Em Santa Catarina, a distância entre pedidos próximos de R$ 60 e ofertas de compra ao redor de R$ 55 por saca limitou novos negócios.
No Paraná, as negociações também foram pontuais, com referências próximas de R$ 60 e demanda em torno de R$ 55 por saca CIF. A colheita da segunda safra atingiu 16%, mas a umidade do solo e dos grãos reduziu o ritmo das operações. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 47,57 e R$ 50 por saca. A colheita chegou a 17%, enquanto a indústria de bioenergia ajudou a absorver parte da oferta e a limitar uma pressão maior sobre os preços.