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Milho recua com avanço da colheita da safrinha

No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 5% da área


No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 5% da área No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 5% da área - Foto: Divulgação

O mercado de milho segue pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela expectativa de maior disponibilidade do cereal, cenário que mantém compradores cautelosos e reduz o ritmo dos negócios em diferentes regiões do país. De acordo com a TF Agroeconômica, esse contexto também influenciou o desempenho dos contratos futuros negociados na B3, que encerraram a quinta-feira em baixa após não sustentarem as tentativas de alta registradas no início da sessão.

Na bolsa brasileira, o contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a R$ 64,82 por saca, com recuo de R$ 0,02 no dia. O vencimento de setembro terminou em R$ 67,99, baixa de R$ 0,35, enquanto o contrato de novembro encerrou a R$ 71,10, com queda de R$ 0,21. Segundo a análise, o avanço da safrinha e a grande produção da Argentina ampliam as alternativas de compra e reduzem o espaço para altas no curto e médio prazo.

No mercado físico, o Rio Grande do Sul mantém baixa liquidez, com indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e média estadual de R$ 59,08. A colheita da safra 2025/26 foi concluída, com produtividade estimada em 7.362 quilos por hectare em uma área de 812.540 hectares.

Em Santa Catarina, as negociações seguem restritas a volumes pontuais. As indicações permanecem próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00, refletindo consumidores abastecidos e expectativa de maior oferta nas próximas semanas.

No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 5% da área, com 79% das lavouras classificadas como boas. As geadas registradas tiveram impactos pontuais e limitados. O mercado segue cauteloso, com referências próximas de R$ 60,00 por saca e demanda ao redor de R$ 55,00 CIF.

Em Mato Grosso do Sul, a maior oferta mantém pressão sobre as cotações, que variam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca. Apesar da contribuição do setor de bioenergia para a demanda regional, os negócios continuam concentrados em compras de curto prazo, diante da expectativa de entrada de novos volumes da segunda safra.


 

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