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Milho recua em Chicago e custos desafiam planejamento

A pressão veio dos fertilizantes e corretivos


Foto: USDA

O mercado do milho terminou a semana com queda em Chicago, alguma melhora nos preços físicos no Brasil e forte pressão sobre os custos de produção. Segundo a CEEMA, o primeiro mês cotado na Bolsa de Chicago fechou a quinta-feira, 28 de maio, a US$ 4,55 por bushel, contra US$ 4,62 uma semana antes. Nos Estados Unidos, o plantio do milho avançava em ritmo ligeiramente superior à média histórica. Até 24 de maio, 86% da área esperada havia sido semeada, contra média de 83% para o período. Do total plantado, 60% havia germinado, ante média histórica de 58%.

No mercado brasileiro, os preços apresentaram leve melhora. As principais praças gaúchas pagavam R$ 58,00 por saco, enquanto nas demais regiões nacionais os valores oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,00 por saco. A tabela de preços da CEEMA mostra referências de R$ 65,00 por saco CIF no Porto de Santos e R$ 68,00 por saco CIF no Porto de Paranaguá. Em Campinas, a cotação ficou em R$ 66,00 por saco CIF, enquanto Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, registrou R$ 44,00 por saco.

O principal ponto de atenção está nos custos. Estudo do Imea, em parceria com o Senar-MT, citado pela CEEMA, apontou que o milho foi a cultura com maior aumento de custos no Mato Grosso para a safra 2026/27. Em abril, o custeio subiu 2,3%.

A pressão veio dos fertilizantes e corretivos, que avançaram 4,3%, e dos defensivos agrícolas, com alta de 2,46%. O custo com sementes também subiu, ampliando o desafio de planejamento para o produtor. De acordo com trecho reproduzido no relatório, o Custo Operacional Efetivo do milho teve alta de 1,72% no comparativo mensal, enquanto o Custo Total avançou 1,25%. O custeio chegou a R$ 3.772,24 por hectare, alta de 7,2% sobre o ano anterior.

Os Custos Operacionais Efetivos alcançaram média de R$ 5.176,14 por hectare. Ao mesmo tempo, os preços do milho no interior do Centro-Oeste têm oscilado perto de R$ 40,00 por saco, o que, segundo o relatório, exige maior atenção do produtor nas relações de troca.

Nas exportações, o Brasil embarcou 201.735 toneladas de milho nos primeiros 15 dias úteis de maio. O volume ficou 625% acima da média diária registrada em maio do ano passado, conforme dados da Secex citados pela CEEMA.

Apesar do crescimento em volume, o valor médio da tonelada exportada caiu 42,9%, passando de US$ 467,10 em maio de 2025 para US$ 266,60 atualmente. O dado mostra que o avanço dos embarques não elimina a pressão sobre a rentabilidade.

Outro ponto acompanhado pelo mercado é a colheita da safrinha no Mato Grosso. Até 22 de maio, os trabalhos haviam atingido 0,57% da área, com produtividade média inicial de 118,7 sacos por hectare, segundo o Imea citado pela CEEMA. Para os produtores, o cenário combina preços internos um pouco melhores, custos mais elevados e atenção ao clima. A manutenção da produtividade da safrinha será decisiva para o equilíbrio das margens, especialmente em regiões onde o preço do milho segue próximo de R$ 40,00 por saco.
 

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