Milho recua na bolsa, mas semana ainda tem ganhos
Na B3, setembro de 2026 encerrou a R$ 71,75
Na B3, setembro de 2026 encerrou a R$ 71,75 - Foto: USDA
O mercado de milho mantém negociações seletivas no país, com pressão externa sobre os contratos futuros e sustentação pontual dos preços físicos em algumas regiões. Segundo a TF Agroeconômica, a queda de Chicago e do dólar reduziu a paridade de exportação e levou o milho negociado na B3 a fechar em baixa na sexta-feira, embora o acumulado semanal tenha permanecido positivo em parte dos vencimentos.
Na B3, setembro de 2026 encerrou a R$ 71,75, com recuo de R$ 0,13 no dia e alta de R$ 0,25 na semana. Novembro fechou a R$ 77,78, queda diária de R$ 0,21 e semanal de R$ 0,12, enquanto janeiro de 2027 terminou a R$ 81,10, baixa de R$ 0,31 no dia e ganho de R$ 0,10 na semana.
No Rio Grande do Sul, a oferta mais contida sustenta as cotações, com negócios entre R$ 59 e R$ 70 por saca. O preço médio estadual subiu 1,43%, para R$ 61,09, enquanto o plantio da safra 2026/27 avançou com melhores condições de solo e temperatura. A Emater estima 896,4 mil hectares e produção de 6,91 milhões de toneladas.
Em Santa Catarina, o mercado segue travado pela distância entre compra e venda, com referências próximas de R$ 60 e demanda em torno de R$ 55 por saca. O estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas ao ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo forte dependência de outras origens.
No Paraná, os preços seguem firmes e a colheita da segunda safra chegou a 89% da área. A primeira safra 2026/27 já tem 18% dos 373 mil hectares previstos semeados. Já no Mato Grosso do Sul, a indústria de bioenergia sustenta a demanda, com cotações entre R$ 54 e R$ 57 por saca e maior firmeza dos vendedores.