Milho segue firme com vendas seletivas no mercado
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 59 e R$ 70 por saca
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 59 e R$ 70 por saca - Foto: USDA
O mercado de milho no Sul e no Centro-Oeste segue sustentado por vendas seletivas, demanda de reposição e avanço das operações de campo, embora a liquidez permaneça limitada em várias praças. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina firmeza nas cotações, cautela dos compradores e menor disposição dos produtores em liberar novos lotes.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 59 e R$ 70 por saca, enquanto o preço médio estadual subiu 1,43% na semana, de R$ 60,23 para R$ 61,09. O plantio da safra 2026/27 chegou a 38% da área, mas a elevada umidade do solo restringiu um avanço maior.
Em Santa Catarina, as negociações seguem restritas, com referências próximas de R$ 60 por saca e demanda ao redor de R$ 55. O estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões. O plantio da nova safra alcança 6,5%, ainda limitado pelas chuvas.
No Paraná, compradores indicam cerca de R$ 60 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55 CIF. O plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 18%, e a colheita da segunda safra 2025/26 avançou para 89%. Entre as cidades, Ponta Grossa alcançou R$ 67,91 por saca, e Umuarama teve a maior alta semanal, de 1,62%.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54 e R$ 57 por saca. A indústria de bioenergia segue ativa nas compras e ajuda a sustentar o mercado, enquanto a colheita da segunda safra atingiu 96% da área. Em todos os estados, a combinação entre demanda interna, exportações e oferta mais contida mantém as cotações firmes, apesar do ritmo moderado dos negócios.