Milho sobe na B3 com revisão nas exportações
Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto entre os vencimentos
Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto entre os principais vencimentos - Foto: Pixabay
O mercado de milho registrou movimentos de alta nesta quarta-feira, influenciado por dados de exportação e indicadores internacionais. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações na B3 encerraram o dia majoritariamente positivas, sustentadas pela revisão nas estimativas de embarques para fevereiro.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais elevou sua projeção de exportações brasileiras de milho em fevereiro de 793.364 para 953.217 toneladas. Apesar do ajuste, o volume segue abaixo das 3,25 milhões de toneladas embarcadas em janeiro e também inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o país exportou 1,32 milhão de toneladas.
Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto entre os principais vencimentos. O contrato março/26 fechou a R$ 69,97, com alta de R$ 0,07 no dia e avanço de R$ 0,18 na semana. O maio/26 encerrou a R$ 69,93, com recuo diário de R$ 0,07, mas acumulando ganho semanal de R$ 0,32. Já o julho/26 terminou o pregão a R$ 68,24, com elevação de R$ 0,07 no dia e variação positiva de R$ 0,04 na semana.
Em Chicago, o milho também apresentou variação mista. O contrato março fechou a US$ 427,50 por bushel, com baixa de 0,29%, enquanto o maio encerrou a US$ 436,50, recuando 0,17%. Os vencimentos mais curtos foram pressionados por incertezas relacionadas ao E-15 nos Estados Unidos e pelas previsões de chuvas nas áreas produtoras da Argentina, além da revisão das exportações brasileiras, que amplia a perspectiva de oferta global.
Por outro lado, o relatório da EIA indicou aumento na produção diária de etanol, que atingiu 1,11 milhão de barris, superando os níveis de 2025. Mesmo com leve alta nos estoques, o avanço na produção contribuiu para limitar perdas mais acentuadas nas cotações.