Milho tem negócios pontuais e compradores cautelosos
No Paraná, as indicações também estão próximas de R$ 60,00
No Paraná, as indicações também estão próximas de R$ 60,00 - Foto: Pixabay
O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul mantém ritmo moderado, com negócios pontuais, compradores cautelosos e produtores seletivos nas vendas. Segundo análise da TF Agroeconômica, a demanda externa ganha importância no Rio Grande do Sul, enquanto a liquidez segue limitada em diferentes regiões acompanhadas.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 58,00 e R$ 63,00 por saca, e a média estadual recuou 0,44% na semana, para R$ 59,00. As indústrias compram principalmente para reposição, enquanto produtores aguardam melhores oportunidades. A melhora das exportações no início de agosto ajuda a absorver volumes, embora os embarques ainda estejam abaixo do mesmo período de 2025.
Em Santa Catarina, as referências permanecem próximas de R$ 60,00 por saca, diante de uma demanda ao redor de R$ 55,00. A distância entre compradores e vendedores restringe os fechamentos, com consumidores recorrendo a estoques e aquisições conforme a necessidade.
No Paraná, as indicações também estão próximas de R$ 60,00, com demanda em torno de R$ 55,00 CIF. A colheita da segunda safra chegou a 60% da área, mas a elevada umidade do solo e dos grãos limita os trabalhos e já provoca perdas de produtividade e qualidade em algumas áreas. Entre as referências regionais, os preços vão de R$ 53,14 no Oeste a R$ 66,71 no Norte Central.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, com Maracaju como principal referência. A indústria de bioenergia absorve parte da oferta e ajuda a conter a pressão sobre os preços. A colheita alcançou 64% da área, apesar de chuvas terem limitado o avanço em parte do estado.