Milho tiguera exige atenção antes do plantio
O milho tiguera também pode manter pragas e doenças ativas
O milho tiguera também pode manter pragas e doenças ativas - Foto: Divulgação
O milho tiguera, também chamado de milho voluntário, exige atenção no planejamento da safra por surgir a partir de grãos que permanecem no campo após a colheita anterior. Segundo o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a presença dessas plantas pode provocar impactos relevantes no sistema de produção quando o controle não é realizado de forma adequada.
Entre os principais efeitos está a competição com a cultura principal por água, luz e nutrientes. Essa disputa pode prejudicar o estabelecimento inicial da lavoura e reduzir seu potencial produtivo, especialmente quando as plantas voluntárias permanecem na área durante fases importantes do desenvolvimento da cultura.
O milho tiguera também pode manter pragas e doenças ativas entre uma safra e outra. Nesse cenário, as plantas remanescentes funcionam como suporte para organismos nocivos, elevando a pressão fitossanitária e ampliando a necessidade de atenção ao manejo da área antes da implantação da cultura seguinte.
Outro ponto de preocupação está relacionado ao manejo integrado de plantas daninhas. A permanência do milho voluntário no sistema pode favorecer a seleção de populações resistentes quando as medidas de controle são adotadas de maneira inadequada ou repetitiva.
A orientação é priorizar o controle no período de pré-plantio, incorporando essa ação ao planejamento da safra. O manejo pode reunir práticas culturais e mecânicas e, quando necessário, o uso criterioso de herbicidas. Nesse caso, a rotação de mecanismos de ação é indicada como parte da estratégia para reduzir riscos e tornar o controle mais eficiente ao longo do sistema produtivo.