Mofo branco exige manejo integrado no algodão
Alta umidade,temperaturas amenas e lavouras muito fechadas aumentam o risco da doença
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O mofo branco é uma doença que exige atenção no cultivo do algodão, principalmente em áreas úmidas, irrigadas ou com lavouras muito adensadas. Causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, a doença é favorecida por temperaturas amenas, alta umidade e pouca circulação de ar entre as plantas.
Um dos principais desafios é a capacidade do fungo de permanecer no solo por vários anos por meio dos escleródios, estruturas de resistência que mantêm a doença presente na área. O problema também pode avançar por restos culturais e plantas daninhas hospedeiras.
Os sintomas incluem lesões úmidas em hastes e ramos, presença de uma massa branca semelhante a algodão e formação de estruturas escuras nos tecidos afetados. Em casos mais severos, podem ocorrer murcha, quebra de ramos e perda de estruturas reprodutivas, com impacto na produtividade.
A prevenção começa pelo histórico da área. Rotação de culturas, ajuste da população de plantas, controle de plantas daninhas, cuidado com o excesso de nitrogênio e manejo correto da irrigação ajudam a reduzir as condições favoráveis ao desenvolvimento da doença.
O monitoramento da lavoura também é fundamental, principalmente durante a fase reprodutiva. Áreas com histórico da doença devem ser vistoriadas com frequência para identificar os primeiros focos e evitar o avanço do problema.
Os fungicidas podem fazer parte do controle, mas não devem ser usados como única estratégia. O manejo deve combinar medidas preventivas, acompanhamento da lavoura e uso criterioso de produtos registrados, sempre respeitando rótulo, bula e orientação técnica.