Monsanto busca Dicamba como alternativa ao Glifosato
Empresa desenvolve transgênico pulverizável com os 2 ingredientes ativos
A crescente resistência de plantas daninhas ao seu principal herbicida, o Glifosato, vem fazendo a Monsanto buscar alternativas. O diretor executivo da Aenda (Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos), Túlio de Oliveira, confirmou ao Agrolink que o Dicamba será a aposta da gigante norte-americana por sua eficácia contra algumas dessas ervas.
“Inclusive, a Monsanto está desenvolvendo sementes transgênicas de cultivos que possam ser pulverizados com esses dois ingredientes ativos sem sofrerem danos”, revela o executivo. Ele lembra que o Dicamba é uma molécula antiga, mas que deve ganhar nova aplicação.
De acordo com Túlio Oliveira, haviam várias empresas com o registro do Dicamba, mas que não foram mantidos por falta de mercado. Em 2008 a Syngenta obteve o registro do Dicamba técnico (registro número 07408) e em 2016 a Basf registrou dois produtos formulados, o Atectra (registro número 04916) e o Dicamax (registro número 17816) – sendo este último negociado com a Monsanto recentemente.
Confira a cronologia do surgimento de resistência de plantas daninhas no Brasil, conforme o HRAC (Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas):
1997 – Eloeusine indica
2000 – Conyza canadensis
2001 – Lolium perenne ssp multiflorum
2003 – Conyza bonariensis
2005 – Digitaria insularis
2009 – Conyza sumatrensis
2014 – Chloris elata
2015 – Amaranthus palmeri