Monsanto investe para atender demanda crescente por herbicidas
Fábrica de Camaçari (BA) produz a matéria-prima do glifosato para as unidades de São José dos Campos (SP) e Zarate, na Argentina
Em meados de agosto, o Ministério da Agricultura divulgou relatório informando que as exportações do agronegócio brasileiro, que triplicaram entre 2004 e 2007, devem fechar 2008 com a soma de US$ 74 bilhões, resultado 27% superior ao do ano passado. O levantamento também apontou que apenas o complexo produtivo da soja cresceu 17,7% desde 2000. “E esse número ajuda a explicar porque há um aumento da demanda de insumos agrícolas em geral, dentre eles o glifosato”, diz Carlos Brito, gerente de Negócios – Agroquímicos. “Além disso, tivemos um rápido crescimento de culturas Roundup Ready, tolerantes ao herbicida, em todo o mundo”, completa.
Líder neste setor, a Monsanto está fazendo todos os esforços para suprir a crescente demanda de seus clientes, demonstrando seu compromisso com a agricultura brasileira. A empresa já investiu US$ 350 milhões na inauguração da fábrica de Camaçari (BA), unidade que produz a matéria-prima do glifosato e destina a produção às unidades da empresa de produção de herbicidas em São José dos Campos (SP) e Zarate, na Argentina. A fábrica também recebeu aporte adicional de US$ 150 milhões para atender à maior demanda do produto.
A linha de herbicidas é o carro-chefe da Monsanto no Brasil desde 1976, com a inauguração da sua primeira fábrica brasileira, em São José dos Campos (SP). A unidade – onde são produzidos os herbicidas Roundup Original, Roundup WG, Roundup Transorb, Roundup Ready e Roundup Ultra – é hoje um dos mais avançados complexos industriais da Monsanto fora dos Estados Unidos.
“O Roundup foi o principal responsável pela adoção mundial de práticas agrícolas mais sustentáveis, como o plantio direto, e também possibilitou um grande avanço na produção mundial de alimentos com a introdução de culturas geneticamente modificadas tolerantes ao glifosato”, explica Brito.
Devido principalmente a sua alta eficácia no controle de plantas daninhas e às características ambientais favoráveis – tal como a rápida degradação por microrganismos em compostos naturais – o glifosato é a melhor escolha para o controle de plantas daninhas. Nos Estados Unidos e em outros países, herbicidas à base de glifosato estão entre os poucos autorizados para uso doméstico, em jardinagem. “Para se ter uma idéia da sua segurança, o produto é o único utilizado na reserva ecológica de Galápagos e na restauração da Baía Willapa (EUA), hábitat natural de aves e organismos marítimos, que estava sofrendo com a invasão de ervas selvagens”, destaca Brito.
Ele explica que, quando Roundup é aplicado, parte do produto é diretamente absorvida, ficando nas plantas daninhas, e parte é depositada no solo. A parte do produto retida nos tecidos vegetais contribui para reduzir sua disponibilidade no ambiente. E este produto somente irá atingir o solo quando a matéria seca dessas plantas daninhas for decomposta pelos organismos do solo. “A degradação do glifosato no solo é muito rápida e realizada por grande variedade de microrganismos que usam o produto como fonte de energia e fósforo”, afirma.
No Brasil, a linha Roundup de herbicidas a base de glifosato da Monsanto encontra-se devidamente registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para fins agrícolas e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para fins não agrícolas. Os registros são concedidos com base nas avaliações agronômicas, toxicológicas e ambientais realizadas pelo MAPA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ibama, respectivamente, em conformidade com a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, regulamentada pelo Decreto no 98.816, de 11 de janeiro de 1990, este substituído pelo Decreto no 4.074, de 4 de janeiro de 2002 e Portarias e Instruções Normativas pertinentes. Quando utilizado de acordo com as recomendações de bula, o glifosato não representa risco à saúde humana ou ao meio ambiente, além de apresentar grande eficácia agronômica no manejo de plantas daninhas. As informações são da assessoria de imprensa da Monsanto.