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Morango amplia mercados, mas exporta pouco

Morango chega a 36 mercados internacionais


Foto: Seane Lennon

As exportações brasileiras de morango continuam com participação reduzida no comércio exterior de frutas, embora a cultura mantenha importância econômica para a agricultura familiar. Os dados constam no mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também aborda a repercussão da suspensão temporária do Regulamento Técnico Mercosul de Identidade e Qualidade do Morango pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o levantamento, considerando o período entre 2017 e 2026, as exportações brasileiras da fruta apresentaram comportamento oscilante. Os embarques variaram de 30,8 toneladas, no início da série histórica, até 228,5 toneladas em 2023. As receitas também oscilaram, alcançando desde US$ 168,1 mil, em 2021, até US$ 499,4 mil, também em 2023.

O boletim destaca que o morango brasileiro é comercializado nas formas fresca, congelada e preparada ou conservada. Em 2025, o país exportou 65,3 toneladas da fruta, gerando receita de US$ 393 mil, com preço médio de US$ 6.018 por tonelada.

A Argentina foi o principal destino do morango brasileiro, importando 14,1 toneladas que renderam US$ 212,3 mil. Em seguida aparece o Uruguai, com 21,5 toneladas e receita de US$ 47,6 mil. Segundo o Deral, a diferença entre os valores se explica pelo perfil das compras de cada país. Enquanto o mercado uruguaio concentrou aquisições de morangos preparados, de menor valor agregado, os compradores argentinos adquiriram produtos nas três modalidades, com maior participação da fruta fresca, que alcança preços mais elevados.

Juntos, Argentina e Uruguai responderam por 54,9% do volume exportado e por 66,2% da receita obtida com as vendas externas. Além dos países vizinhos, o morango brasileiro foi embarcado para outros 34 mercados internacionais.

O levantamento aponta ainda que, do total de US$ 393 mil obtidos com as exportações em 2025, US$ 263,9 mil, equivalentes a 67,1%, vieram de produtos preparados ou conservados. A fruta fresca respondeu por US$ 120,3 mil, ou 30,6% da receita, enquanto os morangos congelados representaram US$ 8,9 mil, correspondendo a 2,3%.

Apesar da baixa representatividade frente ao conjunto das exportações brasileiras de frutas, que somaram 1,3 milhão de toneladas e movimentaram US$ 1,563 bilhão em 2025, o Deral ressalta que o morango possui relevância econômica por ser uma cultura predominante na agricultura familiar, caracterizada por elevado investimento, intensa demanda por mão de obra e alta produtividade por área cultivada.

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