Jerson Maciel estava internado desde o dia 15 no hospital são salvador, em Goiânia, com um tumor no fígado. Corpo será cremado em Valparaíso
Marília Assunção
Morreu no sábado o fundador e ex-presidente do Grupo Avestruz Master, Jerson Maciel da Silva, que tinha 68 anos. Ele sofria de câncer no fígado, diagnosticado há um ano. Ocorrida enquanto ele cumpria prisão domiciliar, a morte de Maciel é mais um capítulo marcante na história de um dos maiores criadouros de avestruzes no Brasil, mas que, em uma turbulenta falência, prejudicou 55 mil investidores de vários Estados e centenas de funcionários, revelando uma ciranda de irregularidades e um rombo de R$ 1,8 bilhão de reais.
O quadro clínico de Jerson Maciel se agravou esta semana e ele voltou a ser internado no Hospital São Salvador na segunda-feira. Na sexta-feira foi transferido da unidade de terapia intensiva (UTI) para o quarto para ter contato com os familiares. Por volta das 9 horas da manhã de ontem, ele não resistiu. O médico que acompanhava o caso, Osterno Queiroz da Silva, salientou que Maciel havia dispensado o tratamento tradicional, como sessões de quimioterapia, optando por paliativos.
O corpo foi preparado para ser cremado no Jardim Metropolitano, em Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal. O carro da funerária partiu direto às 18 horas, mas antes do resfriamento do corpo por 72 horas, como ocorre antes da cremação, não estava descartado um velório pelos familiares, tanto que o caixão foi ornado com flores para tal.
Evitando dar declarações, o filho mais velho, Jerson Maciel Júnior, acompanhou os preparativos na funerária, em frente ao Cemitério Jardim das Palmeiras, onde poucos amigos e o genro Émerson Ramos Correia compareceram.
O filho não autorizou familiares nem amigos a comentarem o falecimento de Maciel ou o futuro da família. Jerson Maciel era casado com Maria do Carmo Amaro Rocha e tinha outros três filhos: Jefferson Cavendish Maciel da Silva, Elizabeth Helena Maciel da Silva Almeida e Patrícia Áurea Maciel da Silva, casada com Émerson – todos ligados de alguma forma aos negócios do grupo Avestruz Master.
Um funcionário da funerária informou que a cremação estava marcada para terça-feira e que foi uma opção da família por questões religiosas. Rafael Amparo, que advoga para a família, informou que os restos mortais serão levados depois para São Paulo.
Na trajetória dos Maciel, de certo modo Jerson disputou com os familiares alguns dos papéis preponderantes no grupo que fundou. Briga por poder, uma administração solta que permitia saques milionários pelos sócios-parentes, e outras divergências dividiram os Maciel. O fato é que Jerson Maciel morreu em situação distante daquela que vivenciou quando chegou a ser apelidado de king of ostrich (rei do avestruz) na época em que a criação de avestruz pelo grupo goiano foi cotada para tema do carnaval carioca e patrocinou trios elétricos em Salvador.
Marília Assunção
Morreu no sábado o fundador e ex-presidente do Grupo Avestruz Master, Jerson Maciel da Silva, que tinha 68 anos. Ele sofria de câncer no fígado, diagnosticado há um ano. Ocorrida enquanto ele cumpria prisão domiciliar, a morte de Maciel é mais um capítulo marcante na história de um dos maiores criadouros de avestruzes no Brasil, mas que, em uma turbulenta falência, prejudicou 55 mil investidores de vários Estados e centenas de funcionários, revelando uma ciranda de irregularidades e um rombo de R$ 1,8 bilhão de reais.
O quadro clínico de Jerson Maciel se agravou esta semana e ele voltou a ser internado no Hospital São Salvador na segunda-feira. Na sexta-feira foi transferido da unidade de terapia intensiva (UTI) para o quarto para ter contato com os familiares. Por volta das 9 horas da manhã de ontem, ele não resistiu. O médico que acompanhava o caso, Osterno Queiroz da Silva, salientou que Maciel havia dispensado o tratamento tradicional, como sessões de quimioterapia, optando por paliativos.
O corpo foi preparado para ser cremado no Jardim Metropolitano, em Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal. O carro da funerária partiu direto às 18 horas, mas antes do resfriamento do corpo por 72 horas, como ocorre antes da cremação, não estava descartado um velório pelos familiares, tanto que o caixão foi ornado com flores para tal.
Evitando dar declarações, o filho mais velho, Jerson Maciel Júnior, acompanhou os preparativos na funerária, em frente ao Cemitério Jardim das Palmeiras, onde poucos amigos e o genro Émerson Ramos Correia compareceram.
O filho não autorizou familiares nem amigos a comentarem o falecimento de Maciel ou o futuro da família. Jerson Maciel era casado com Maria do Carmo Amaro Rocha e tinha outros três filhos: Jefferson Cavendish Maciel da Silva, Elizabeth Helena Maciel da Silva Almeida e Patrícia Áurea Maciel da Silva, casada com Émerson – todos ligados de alguma forma aos negócios do grupo Avestruz Master.
Um funcionário da funerária informou que a cremação estava marcada para terça-feira e que foi uma opção da família por questões religiosas. Rafael Amparo, que advoga para a família, informou que os restos mortais serão levados depois para São Paulo.
Na trajetória dos Maciel, de certo modo Jerson disputou com os familiares alguns dos papéis preponderantes no grupo que fundou. Briga por poder, uma administração solta que permitia saques milionários pelos sócios-parentes, e outras divergências dividiram os Maciel. O fato é que Jerson Maciel morreu em situação distante daquela que vivenciou quando chegou a ser apelidado de king of ostrich (rei do avestruz) na época em que a criação de avestruz pelo grupo goiano foi cotada para tema do carnaval carioca e patrocinou trios elétricos em Salvador.