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Nestlé gera polêmica com o lançamento do café "ético"

O grupo suíço garantiu que seu novo café beneficiará centenas de produtores


A Nestlé lançou um café com selo "comércio igualitário" nesta sexta-feira (07-10) no Reino Unido, uma iniciativa denunciada pelos militantes do setor de economia solidária e pelo maior sindicato britânico. O grupo suíço garantiu que seu novo café, o "Partners Blend", um arábica cultivado em El Salvador e na Etiópia, beneficiará centenas de produtores desses dois países, em um comunicado.

"Estamos muito felizes de juntar nossas forças ao comércio igualitário", declarou Hilary Parsons, da Nestlé. A Grã-Bretanha é o primeiro mercado mundial do café com um faturamento em alta de 51%, a 140 milhões de libras em 2004, e um crescimento similar esperado em 2005 e 2006.

O grupo não precisou a percentagem esperada das vendas do novo café em relação aos volumes de suas vendas totais (principalmente sobre a marca Nescafé). Também não explicou como conseguiu obter este selo.

Sharon Greene, do sindicato Unison, que possui 1,3 milhão de membros, criticou a iniciativa da Nestlé, alegando que esta é uma "tentativa cínica de desviar a atenção da escandalosa promoção que fazem de seu leite para bebê nos países pobres". O leite para bebê gera controvérsias há anos por sua utilização com água não potável na África.

Patti Rundall, da associação Baby Milk Action, que coordena o boicote aos produtos Nestlé no Reino Unido, pede aos consumidores "que não acreditem na mensagem que a Nestlé quer lhes passar".

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