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Nestlé mantém liderança no recebimento de leite


A produção brasileira de leite segue tendência mundial de aumento de produtividade e a redução no número de pecuaristas. "A Nestlé, por exemplo, reduziu nos últimos anos o número de fornecedores pela metade, de 14 mil para 7 mil pecuaristas, e a captação de leite aumentou", afirmou o pecuarista Jorge Rubez, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil).

A entidade, que representa os produtores de leite, divulgou ranking ontem com as maiores empresas captadoras do mercado brasileiro. Em 2002 não ocorreu mudanças entre os maiores laticínios. A multinacional suíça mantém a liderança com 1,489 bilhão de litros de leite captados em 2002, um aumento de 4,4% em relação ao seu desempenho em 2001.

A segunda colocação permaneceu com a italiana Parmalat, com a captação de 947,8 milhões de litros, 0,6% a mais em relação ao desempenho de 2001, e a Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), dona da marca Itambé, de Minas Gerais, em terceiro, com 732 milhões de litros captados em 2002, volume 12% inferior ao desempenho obtido em 2001.

Produção maior

Segundo Rubez, a produção brasileira de leite pode aumentar entre 3% e 5% este ano, em comparação ao resultado de 2002, quando os pecuaristas obtiveram 21,4 bilhões de litros de leite. O volume foi 1% inferior aos 21,6 bilhões de litros produzidos em 2001.

Preços em alta

O aumento na produção previsto pelo presidente da Leite Brasil é explicado pela perspectiva de remuneração melhor neste ano. Atualmente, os produtores recebem em média R$ 0,40 a R$ 0,41 por litro de leite, o que significa um aumento de 50%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em março de 2002, os produtores recebiam em média algo entre R$ 0,25 e R$ 0,30 pelo litro do leite. Segundo Jorge Rubez, no entanto, os custos de produção ainda não estão sendo totalmente cobertos.

"Os custos são estimados em torno de R$ 0,47 ou R$ 0,48 o litro", diz. Segundo o pecuarista, há produtores mais tecnificados que recebem mais pelo leite produzido dependendo da qualidade. "De acordo com a qualidade, o preço pode ser até 20% a mais", diz.

Outro problema do setor no momento, segundo Rubez, é a falta de certificação do produto, o que só poderá ser efetuado quando as novas normas para a produção de leite estiverem em prática. "Com a falta de certificação, as indústrias brasileiras, por exemplo, não podem exportar", diz o produtor.

Já o processo de granelização, sistema em que o produtor adota estrutura de resfriamento na própria fazenda, está em fase adiantada.

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