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NOAA confirma início do El Niño

Há chance do fenômeno atingir categoria "muito forte" entre novembro e janeiro


Foto: © Ricardo Stuckert / PR

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11.06) o início do El Niño, após as anomalias de temperatura no Pacífico Equatorial ultrapassarem +0,5°C e a atmosfera tropical apresentar resposta compatível com o fenômeno.Por enquanto, o El Niño ainda é fraco — mas a tendência é de fortalecimento nos próximos meses, com 63% de probabilidade de atingir categoria muito forte entre novembro e janeiro — o que o colocaria entre os maiores eventos registrados desde 1950.  

A principal preocupação está no que pode vir pela frente. A NOAA aponta 63% de chance de o fenômeno atingir a categoria "muito forte" entre novembro e janeiro, com anomalias de temperatura acima de +2,0°C. Se isso se confirmar, o evento entrará para a lista dos mais intensos já registrados desde 1950 — o que popularmente se chama de Super El Niño.

Os dados que levaram à confirmação mostram um aquecimento claro no Pacífico. O índice Niño-3.4, uma das principais referências usadas para monitorar o fenômeno, marcou +0,7°C acima da média na última semana. Outra medição, o Niño-1+2 — que cobre a costa da América do Sul —, chegou a +2,1°C. Mesmo com uma leve queda nas temperaturas subsuperficiais do oceano, as águas mais quentes que o normal continuam presentes nas camadas mais profundas do Pacífico equatorial.

A atmosfera também dá sinais claros. Ventos em baixos níveis soprando de oeste, ventos em altos níveis de leste e nuvens de chuva mais ativas que o habitual no Pacífico central foram observados nas últimas semanas — todos indicadores clássicos do El Niño em desenvolvimento. Perto da Indonésia, no entanto, a atividade atmosférica ficou na média ou abaixo dela.

Os modelos climáticos indicam que o fenômeno deve continuar se intensificando até o inverno do Hemisfério Norte, entre 2026 e 2027. A NOAA destaca que o alto conteúdo de calor acumulado no oceano e a expansão dos ventos de oeste dão mais segurança a essa projeção. Ainda assim, o órgão faz um alerta importante: mesmo que o El Niño se torne muito forte, seus efeitos variam bastante de região para região — nem todo lugar sentirá os impactos da mesma forma.

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