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Nova diretora do Sindicato Rural de Passo Fundo/RS é empossada


A nova diretoria do Sindicato Rural de Passo Fundo, eleita ainda em dezembro de 2012, tomou posse festiva na noite da sexta-feira passada, na sede do Sindicato, em Passo Fundo. Diversas autoridades estiveram presentes, também em nível estadual. O então presidente da entidade, que deixou o cargo, João Batista Fernandes da Silveira, apontou que a ação contra a cobrança dos royalties pela Monsanto teve a sentença em sua gestão e considera este um marco em termos de Brasil. “A primeira ação brasileira com relação a royalties. Tivemos a coragem e ousadia de entrarmos com esta ação, junto com outros três sindicatos da região. Estamos vitoriosos até o momento, sendo uma ação de 1º grau. É uma vitória dos nossos sindicatos e que vale para todos produtores brasileiros”, declarou. 


O presidente da Cotrijal, Nei Cesar Mânica, também esteve presente da posse festiva da nova diretoria do Sindicato. Ele salientou a importante ação do Sindicato, com a ação dos royalties, porque defende uma classe produtora. Mas também destacou uma das bandeiras que a nova diretoria está trabalhando, que é a melhoria da infraestrutura para o escoamento da safra. “Este foi o tema principal da Expodireto Cotrijal 2013, aonde no Brasil nos últimos 10 anos cresceu em cerca de 100% passando de 80 a 90 milhões de toneladas para 170 milhões de t e quase nada de infraestrutura se mudou. Se olharmos para a frente, daqui uma década, vamos estar produzindo 300 milhões de toneladas e o que vai acontecer se não termos infraestrutura em estradas, armazenagem, portos. A Expodireto fez essa discussão e o Sindicato encampou também e estamos aliados para sensibilizar o governo para melhorarmos a infraestrutura em nosso país”.

De acordo com o presidente Paulo de Tarso Silva, a principal meta da entidade é concluir os projetos em andamento das gestões anteriores e a ampliação e reforma das instalações do Sindicato. Além disso, vai ser dada continuidade no apoio ao movimento em defesa de direito da propriedade, com a ameaça da demarcação das áreas indígenas. “Também estamos a frente com o trabalho de apoio ao confronto com a Monsanto no que diz respeito ao pagamento de royalties”, diz.


Silva assume como novo presidente do Sindicato Rural onde permanece no cargo por três anos e terá o auxilio de aproximadamente 20 membros do Sindicato. Hoje são 170 associados em nove municípios de abrangência: Passo Fundo, Pontão, Mato Castelhano, Ciríaco, Gentil, Santo Antônio do Palma, Ernestina, Vanini e David Canabarro.
O principal gargalo do setor, apontado por Silva, é a infraestrutura, tanto a nível regional como nacional. “É uma vergonha as condições de nossas estradas para escoamento da produção”, destaca.

Produtividade
Em termos de produtividade, Silva enfatiza que o gargalo na região está na safra de inverno, onde apenas cerca de 30% da área agricultável é utilizada. O restante está ocioso, devido a pouco inventivo para o plantio neste período. “Considerando o custo de manutenção de uma fazenda, teríamos que trabalhar durante os 12 meses, mas isto não ocorre porque durante o inverno, mas também não temos cultivares que nos garantam produtividade devido a instabilidade climática acentuada na região norte do Estado. Mas com relação as culturas de verão, tivemos significativa quebra no ano passado que chegou a atingir a primeira fase da atual safra que estamos colhendo. Há microrregiões que não foi boa, com estande de lavoura sem germinação padrão. Já as lavouras plantadas posteriormente, estão come xpectativa de altas produtividades”, comenta.


Demandas
“Queremos buscar uma integração com demais setores da sociedade, especialmente os envolvidos com o setor primário. Queremos sensibilizar os governantes da necessidade de melhorias para o escoamento da safra. O governo municipal está ciente de nossas dificuldades, mas recebeu um parque de maquinas sucateado, e essas demandas necessitam de grandes investimentos e de um cronograma. Saímos da lavoura com caminhão carregado, e fora da porteira sabemos que haverá angústia se o pneu vai agüentar e outros itens”, ressalta.
Além disso, indiretamente há prejuízo se a carga permanecer no caminhão por mais de 4 horas, já que neste comento a safra esta sendo colhida com alta umidade.

Presidente: Paulo de Tarso Silva
1ª Vice Presidente: Celi Webber Mattei
2º Vice Presidente: Jair Dutra Rodrigues
1ª secretaria: Iliana de Fátima Artuso
2ª secretaria: Marizete Artuso
1º Tesoureiro: Ademir Fabris
2º Tesoureiro: Julio Susin
Suplentes: Artur Dreher Simões, Gentil Caraça dos Santos, João Batista Fernandes da Silveira, João Kurtz Amantino, Julia Graciosa do Carmo, Marcia Scalco Fauth, Norberto Amando Wentz
Conselho Fiscal: Arcival Vieira Mello, Erni João Lago, Paulo Vargas Marinho,
Suplentes: Luiz Carlos F. de Carvalho, Marcelo Bertagnoli, Najalda Melissa do Carmo
Delegados Representantes: Paulo de Tarso Silva, João Batista Fernandes da Silveira e Julio Carlos Susin.
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