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Nova suspensão da União Europeia atinge piscicultura brasileira

UE suspende proteína animal e preocupa piscicultura


Foto: Pixabay

A PEIXE BR manifestou preocupação com a decisão da União Europeia de suspender as importações de proteína animal oriunda do Brasil em razão de questões relacionadas ao controle de antimicrobianos. Segundo a entidade, a medida volta a afetar diretamente a piscicultura nacional, embora o setor não tenha relação com as não conformidades apontadas.

A atualização da lista de países que atendem às regras europeias de controle do uso de antimicrobianos na pecuária foi divulgada na terça-feira (12), ampliando os impactos sobre as exportações brasileiras de proteína animal para o bloco europeu.

De acordo com a PEIXE BR, desde 2018 o pescado brasileiro enfrenta restrições para exportação ao mercado europeu devido a problemas identificados em embarcações da pesca extrativa. Na época, a aquicultura também acabou incluída na suspensão, mesmo sem envolvimento nos questionamentos apresentados pelas autoridades europeias.

No início deste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério da Pesca e Aquicultura haviam informado ao setor a expectativa de realização de uma missão da União Europeia ao Brasil em junho. A iniciativa era vista pela cadeia aquícola como uma oportunidade para retomar as exportações de pescado ao mercado europeu.

Com a nova decisão da União Europeia, porém, a perspectiva de reabertura desse mercado volta a ficar comprometida, novamente por motivos que, segundo o setor, não estão ligados à piscicultura brasileira.

“A aquicultura brasileira segue penalizada por problemas que não pertencem ao setor. Esperamos que o MAPA, por meio da Secretaria de Relações Internacionais, atue para reverter a perda de um mercado tão importante para as proteínas animais do Brasil”, destaca a PEIXE BR.

A entidade também avaliou que a decisão europeia, anunciada pouco após o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, reforça um cenário internacional de proteção de mercados, em que barreiras sanitárias e regulatórias passam a ser utilizadas também como instrumentos comerciais.

Segundo a PEIXE BR, a piscicultura brasileira mantém padrões de produção, controle sanitário e rastreabilidade alinhados às exigências internacionais e segue buscando ampliar a presença do pescado nacional em mercados externos.

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