Novas tecnologias buscam integrar bioinsumos ao tratamento de sementes
Proposta é permitir a associação entre diferentes ferramentas de manejo
Foto: Divulgação / Assessoria de Imprensa
A integração entre produtos utilizados no tratamento de sementes e bioinsumos é uma das frentes exploradas pela Synkka, empresa brasileira que inicia sua atuação comercial na safra 2026/2027. O primeiro portfólio reúne 11 tecnologias voltadas ao solo, tratamento de sementes, nutrição foliar, adaptação climática e adjuvantes. Três delas possuem pedidos de patente depositados.
Entre as tecnologias apresentadas está uma linha de tratamento de sementes desenvolvida para apresentar compatibilidade com bactérias Gram-negativas utilizadas em inoculantes. A proposta é permitir a associação entre diferentes ferramentas de manejo, incluindo produtos químicos e biológicos aplicados às sementes.
A compatibilidade entre essas tecnologias ganha espaço à medida que aumenta a utilização de bioinsumos nas lavouras brasileiras. No tratamento de sementes, a interação entre os produtos aplicados e os microrganismos presentes nos inoculantes é um dos pontos considerados na construção do manejo.
“O produtor não está mais olhando para uma tecnologia de forma isolada. Ele quer entender como aquela solução se comporta dentro do sistema produtivo e, principalmente, como ela pode trabalhar em conjunto com outras ferramentas, como os bioinsumos”, afirma Ithamar Prada, CEO da Synkka.
Adaptação às condições climáticas
Outra frente do portfólio é direcionada à resposta das plantas a condições ambientais adversas. Segundo a empresa, as tecnologias foram desenvolvidas considerando situações de estresse provocadas pela variabilidade climática e seus possíveis impactos sobre as lavouras.
“Não basta pensar apenas em produtividade. A agricultura precisa de tecnologias que ajudem a planta a responder melhor às condições que encontramos no campo, inclusive quando o ambiente foge do ideal. A adaptação climática passou a fazer parte da estratégia produtiva”, explica Prada.
Antes da chegada ao mercado, o portfólio passou por etapas de pesquisa, desenvolvimento e validação em diferentes culturas e condições de cultivo. De acordo com dados fornecidos pela própria Synkka, os ensaios de campo registraram ganho médio de 7% em produtividade e respostas positivas em 96% das avaliações.
Além das linhas para tratamento de sementes e adaptação climática, o portfólio inclui fertilizantes foliares formulados para disponibilização gradual de nutrientes e adjuvantes desenvolvidos para utilização em conjunto com bioinsumos.
As 11 tecnologias estão disponíveis comercialmente para a safra 2026/2027. Neste primeiro momento, a atuação da empresa será concentrada no Sudeste e nas principais regiões agrícolas do Cerrado brasileiro.