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Novo investimento mira revolução nas florestas brasileiras

A iniciativa também dialoga com a recuperação de áreas degradadas


A iniciativa também dialoga com a recuperação de áreas degradadas A iniciativa também dialoga com a recuperação de áreas degradadas - Foto: Arquivo

A silvicultura de espécies nativas começa a ganhar escala no Brasil com novos  investimentos voltados à pesquisa, manejo e ampliação de áreas plantadas. A iniciativa busca fortalecer o uso sustentável das florestas e ampliar a participação do país na produção de madeira tropical.

Parceria entre o BNDES, o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura garantiu aporte de R$ 24,9 milhões ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas. O projeto prevê, ao longo de cinco anos, a implantação de 14 sítios de pesquisa e o trabalho com 30 espécies da Mata Atlântica e da Amazônia.

A coordenação será dividida entre a UFSCar, na Mata Atlântica, e a Embrapa, na Amazônia, com gestão da FAI. O programa pretende avançar da fase de estudos para a implementação em escala, integrando pesquisa, inovação e produção.

A iniciativa também dialoga com a recuperação de áreas degradadas, estimadas em cerca de 50 milhões de hectares no país, e com metas ambientais nacionais. A expectativa é que o avanço da silvicultura de nativas contribua para diversificar a produção, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a pressão sobre florestas primárias.

O movimento é visto como estratégico para ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de madeira tropical, além de gerar empregos e incentivar modelos produtivos mais sustentáveis. “O desafio agora é dar escala, investimento e resultado concreto, deixando de ser uma atividade de nicho para ocupar uma posição central no uso da terra. É preciso que haja um estabelecimento de marco regulatório, maior integração com políticas públicas chaves e com outros ministérios, como o da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Fazenda”, afirma a gerente-executiva da Coalizão, Carolle Alarcon.
 

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