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Novos depósitos de agrotóxicos já são realidade no campo

Souza Cruz desenvolve amplo trabalho de conscientização junto aos produtores


A saúde e segurança dos seus produtores integrados, a preservação do meio ambiente e a proteção à criança e ao adolescente sempre foram preocupações da Souza Cruz. Antes mesmo da assinatura do Termo de Compromisso entre o Ministério Público do Trabalho e empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a interveniência da Afubra, em 2008, no Rio Grande do Sul, e em 2011, em Brasília (DF), a empresa já desenvolvia um amplo trabalho de conscientização sobre os temas junto aos seus mais de 30 mil produtores integrados.

Com relação à saúde e segurança, o Termo de Compromisso definiu além do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a preço de aquisição, também especificou que fosse definido um modelo específico de depósito de agrotóxicos e os ajustes necessários nas instalações dos produtores integrados de tabaco para respeitar a legislação sobre o assunto, tal como previsto na Norma Regulamentadora 31 (NR-31), do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata das questões de Segurança e Saúde do Trabalhador Rural.

Neste sentido, o Sinditabaco buscou uma consultoria especializada, na pessoa do Prof. Moisés Souza Soares, para desenvolver um modelo que se adequasse a legislação e a realidade das propriedades integradas. A Souza Cruz, após esta definição, desenvolveu e capacitou fornecedores dos três estados do Sul do Brasil, para o fornecimento deste modelo padrão de Depósito de Agrotóxicos aos seus produtores integrados. Foram homologados mais de 20 fornecedores, que hoje estão habilitados para o fornecimento deste equipamento para todo o mercado. “O prazo previsto no Termo de Compromisso assinado em 2008, determina que 100% das propriedades integradas no Rio Grande do Sul estejam adequadas até dezembro de 2013 e a Souza Cruz vai cumprir plenamente este objetivo”, destaca o gerente de Sustentabilidade da empresa, Claudimir Rodrigues. Até o momento, mais de 80% dos seus produtores integrados já possuem a nova instalação.

Exemplo disso é o produtor Edson Ivan Ziebell, 41 anos, morador da localidade de Linha Henrique D’Ávila, interior de Vera Cruz (RS). Ele foi um dos primeiros a construir o novo depósito, há dois anos, motivado pela segurança. “Penso principalmente na segurança da minha família e de quem trabalha comigo. Com um lugar adequado para guardar os agrotóxicos e as embalagens vazias, fico tranquilo”, destaca ele. No mesmo ano em que instalou o depósito, Ziebell também participou de um curso sobre a NR 31 promovido pela empresa em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS).

Embora o cultivo do tabaco seja uma das atividades agrícolas que menos utiliza agrotóxico, o depósito apropriado para o armazenamento destes produtos é uma necessidade para o cumprimento da legislação, bem como para a segurança do produtor e da sua família e ainda do meio ambiente.

O modelo utilizado pelos produtores da Souza Cruz, desenvolvido pelo SindiTabaco, é simples, durável, de fácil instalação, com um custo compatível e ocupa um espaço de apenas quatro metros quadrados. Para garantir a segurança e praticidade (permitindo a limpeza e descontaminação), o piso é de concreto ou fibra de vidro, o depósito metálico, de alvenaria ou placa de concreto, com proteção lateral de telas no seu entorno e cobertura. O modelo pode ser utilizado por qualquer produtor rural, mesmo tendo sido viabilizado pela Souza Cruz junto aos seus fornecedores, que foram treinados para a construção do depósito. “É fundamental para reduzir os riscos de acidentes, proteger o produtor, sua família e seus colaboradores, e evitar danos ao meio ambiente”, salienta Rodrigues.
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