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O que está por trás da firmeza do milho

Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista


Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista - Foto: Nadia Borges

O mercado de milho apresentou comportamento equilibrado, com variações pontuais nos preços e manutenção de fundamentos ligados à oferta restrita e à demanda ativa. O cenário reflete ajustes moderados nas negociações, em meio a incertezas externas e limitações logísticas no escoamento da produção.

Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista nesta terça-feira, com pequenas oscilações. O vencimento maio/26 encerrou cotado a R$ 71,91, com leve queda no dia e na semana. Já julho/26 subiu para R$ 71,10, acumulando ganhos no período, enquanto setembro/26 também avançou, fechando a R$ 71,50. No mercado físico, os preços seguem firmes, sustentados pela recomposição de estoques e pela menor disponibilidade imediata, embora o volume de negócios permaneça limitado.

No Rio Grande do Sul, a comercialização segue lenta e regionalizada, com compradores cautelosos e priorizando estoques próprios. As cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, enquanto a média estadual recuou para R$ 57,55. A colheita avança de forma irregular, atingindo 86%, influenciada pelo direcionamento de máquinas para outras culturas.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pelo desalinhamento entre preços pedidos e ofertados. As indicações giram próximas de R$ 75,00, enquanto compradores atuam ao redor de R$ 65,00. A colheita chegou a 66,3%, com ritmo próximo da média histórica.

No Paraná, a liquidez também é reduzida, com negociações pontuais e diferenças entre pedidas e ofertas. Os preços ao produtor variam entre R$ 58,94 e R$ 65,03 por saca. A colheita da primeira safra alcança 80%, enquanto a segunda safra enfrenta impactos climáticos em algumas regiões.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado mostra recuperação após quedas recentes, com preços entre R$ 55,00 e R$ 57,00. O setor de bioenergia segue como importante suporte à demanda. O plantio da safrinha avança, atingindo 84%, apesar de interferências climáticas.
 

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