O segredo por trás de um barril de petróleo
Considerando um barril de 159 litros, o diesel lidera com 38,3% do total
Considerando um barril de 159 litros, o diesel lidera com 38,3% do total - Foto: Pixabay
A produção de derivados a partir do petróleo segue como um dos principais pilares da matriz energética e industrial, refletindo a diversidade de usos de um único barril refinado. Segundo Marcelo Gauto, gerente na Petrobras, o encarte representa quanto de cada derivado foi produzido para cada barril de óleo refinado em 2025 no Brasil.
Considerando um barril de 159 litros, o diesel lidera com 38,3% do total, equivalente a 60,9 litros destinados principalmente a veículos pesados no ciclo diesel. A gasolina aparece na sequência, com 24,4% ou 38,8 litros, voltados ao abastecimento de veículos leves no ciclo Otto. Já o GLP responde por 6,0%, cerca de 9,5 litros, com uso predominante como gás de cozinha.
Outros derivados também têm participação relevante. A nafta representa 4,3%, cerca de 6,8 litros, com aplicação na petroquímica e produção de polímeros. O querosene de aviação soma 4,7%, ou 7,5 litros, destinados ao combustível aeronáutico. O óleo combustível atinge 14,3%, equivalente a 22,7 litros, utilizado em fornos industriais e navegação. O coque responde por 3,7%, com 5,9 litros, empregado sobretudo na siderurgia, enquanto outros derivados somam 4,3%, incluindo solventes, lubrificantes e parafinas.
Os percentuais refletem uma média nacional e podem variar conforme o perfil de cada refinaria e seu esquema de processamento. No contexto da transição energética, o equilíbrio entre produção e consumo tende a se tornar mais complexo, diante da redução desigual na demanda por derivados. A gasolina deve perder espaço mais rapidamente, impulsionada pela eletrificação e pelo avanço dos biocombustíveis, o que impõe desafios ao setor de refino no Brasil e no exterior. Ainda assim, o petróleo e seus derivados permanecem essenciais ao longo desse processo de transição.